Bandidos

Edição: 578 Publicado por: Ney Fernandes em 03/01/2018 as 08:17

 
Leitura sugerida

Um olhar mais atento, nos fez fixar nossas atenções naqueles momentos difíceis, em que as notícias explodiam criando um clima de intranquilidade no meio do funcionalismo estadual, principalmente, nos professores e aposentados, como nos demais que se sentiram prejudicados. Cestas Básicas, humilhação, que os professores precisaram, até, fazer filas para receberem a tal Cesta Básica. Sendo que seus direitos eram muito maiores. Chegamos no ponto, em que queremos perguntar: governador Pezão, secretários de Estado, deputados estaduais, nenhum de vocês recebeu seu salário? E seus asseclas, também não! Me engana que eu gosto!

O título deste artigo, é de um livro escrito por Eric Hobsbawm. Historiador marxista, britânico, reconhecido como um importante nome da intelectualidade, do século XX. Ao longo de toda sua vida, Hobsbawm foi membro do Partido Comunista Britânico. O título do artigo faz sentido, só que, Hobsbawm deveria escrever este livro na época que vivemos (impossível), pois a irresponsabilidade, neste país é tanta, é tamanha, que não caberia capitular num simples artigo. “Banditismo”, é um estudo esclarecedor, sobre o banditismo social. Neste livro, desfilam ladrões e fora da lei que são considerados pela opinião pública como arautos da justiça e da distribuição de riqueza e não como meros criminosos. Estes homens violentos e armados seguem seu caminho, fora do alcance da lei e da autoridade, impõem sua vontade às vítimas, praticam extorsão, roubos e outras brutalidades. Assim, o banditismo desafia, simultaneamente, a ordem social, econômica e política, ao provocar aqueles que aspiram a ter o poder, a lei e o controle dos recursos. Esse é o significado histórico do banditismo nas sociedades, com divisões de classe e Estado. Na realidade sr. Pezão, ao que estamos assistindo é uma enorme indecência. Indecência não! Uma bruta “safadeza” mesmo! Este governo está “podre”! No entanto deviam estar respeitando a classe do magistério e aposentados. Deviam estar, de fato, pagando os funcionários que prestam serviços ao povo do E. do Rio de Janeiro, e não aqueles que nada fazem e enriquecem com altos salários, fora o que (dizem) “escorre”, quer dizer, vem por outros meios. O funcionalismo, nada tem a ver com a incompetência administrativa e, por que não dizer, pela roubalheira, considerando a estreita relação de trabalho, entre os que fazem e os que se locupletam com o que não lhes pertence. É uma disparidade, é um absurdo a que, infelizmente, se vem assistindo tranquilamente. Mais uma pergunta: e os representantes da classe de professores, por onde andam? Estão recebendo o de vocês, direitinho? Estamos diante de um eterno problema: o desemprego, descaso na saúde e na educação, e a violência, a necessidade de saneamento básico! Temos que esperar que o roubo termine, para esses problemas serem resolvidos. BANDIDOS! Título sugestivo para os dias de hoje, no Brasil.

Disse “The Times Literary Supplement”: - Opinião s|Banditismo. Tão inteligente quanto dinâmico, este livro é uma contribuição valiosa à história das mentalidades e do protesto social. Trata-se da história da humanidade em sua melhor forma.

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