Professores e funcionários de escola um exemplo para Valença

Edição: 337 Publicado por: Samir Resende em 17/04/2013 as 16:29

 
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Depois de anos de muita luta, pressão, reuniões, assembleias e passeata pela cidade, os profissionais da Educação (professoras, merendeiras, agentes, inspetores, monitores etc.) têm uma aguerrida e bonita história pra contar em Valença.

A primeira conquista dos educadores foi a aprovação do Plano de Cargos e Salários (PCS) em 2007. Até semana passada, a Educação de Volta Redonda estava em greve justamente por isso, pois o governo de lá, até hoje, não cumpriu esse preceito constitucional. Valença tinha os salários mais baixos da região, o menor do estado e um dos piores do Brasil. Foi a partir da aprovação do PCS que os trabalhadores conseguiram alterar essa triste realidade. Nos últimos quatro anos, a educação municipal conseguiu um acúmulo de 70% de aumento, quase três vezes a inflação do período. Conseguiu ainda incorporar ao salário todos os abonos (triênios, Fundeb) e penduricalhos que não incidiam sobre os ganhos da categoria. Para isso, infelizmente, tiveram que resistir com muita pressão, através do talvez único instrumento que os governos entendem: a greve.

Mas foi a unificação entre professores e funcionários num único Plano de Carreira a grande vitória daquele momento. Dentro de uma escola, todos(as) têm um papel educacional a cumprir, das professoras ao serventes e merendeiras, e estes não poderiam ficar de fora.

Em 2010, a Educação deu outro passo importante com a aprovação do seu Estatuto dos Profissionais na Câmara dos Vereadores, que entre outras conquistas garantiu eleição direta para diretores, o vale-transporte antecipado e a formação continuada, com bolsas de estudos superiores integrais para todos os(as) servidores(as) da categoria.

Já em 2012, depois de outras grandes mobilizações dos profissionais e da população, conseguiram um aumento de 22,22% para os professores e 12% aos agentes, incidindo no enquadramento do Plano de Carreira.

Porém, várias dessas conquistas foram ameaçadas pelo governo passado, que tentou golpear os educadores, e coisas que ainda persistem até hoje, como os atrasos do vale-transporte e as sucessivas pressões da FAA pela falta de pagamento da PMV, o que impede os bolsistas cursarem as faculdades com tranquilidade. Direito não se retira, pois se não voltamos à barbárie! As conquistas dos Profissionais da Educação, através das lutas travadas pelo seu Sindicato (SEPE) nestes últimos anos, é mérito de organização e união de quem ainda acredita que a saída é pela Educação Pública de Qualidade para os filhos e filhas da cidade.

2013 começou com muitas incertezas

É assim que os educadores iniciam o ano: convocando uma campanha pelo ingresso no serviço público através de concurso público! A chamada dos concursados é uma exigência da pauta de reivindicações. Não podem esquecer do passado, para focar a luta que travam agora no presente.

Os problemas persistem: escolas e creches caindo aos pedaços; faltam professores e monitores, mesmo com as seleções ilegais realizadas pelo atual governo; merenda de qualidade, chamada imediata dos concursados, mais do que reivindicações, são uma exigência fundamental.

Este ano a categoria foi testada mais uma vez com o não pagamento dos salários. E mostrou que com tenacidade, capacidade de transformar realidade e muita disposição e união se conquistam vitórias. Agora terão mais uma prova de fogo e precisam do apoio da população, como sempre tiveram.

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