Conexão em alta

Edição: 579 Publicado por: Kreitlon Pereira em 10/01/2018 as 10:42

 
Leitura sugerida

Na noite de domingo, 7 de janeiro, aconteceu em Los Angeles a entrega do Globo de Ouro. A 75ª edição da premiação norte-americana que elege os melhores da televisão e do cinema foi marcada pelo protesto da classe artística contra o assédio sexual em Hollywood. Entre os premiados, mais uma vez, os seriados produzidos originalmente para a internet fizeram bonito. “The Marvelous Mrs. Maisel” venceu como Melhor Série Cômica e Melhor Atriz em Série Cômica ou Musical pela atuação de Rachel Brosnahan. A produção original da Amazon Prime Vídeo conta a história de Miriam “Midge” Maisel, uma mulher que tem tudo que sempre sonhou: um marido perfeito, dois filhos e um elegante apartamento da Upper West Side. No entanto, sua vida feliz é desestabilizada com o fim de seu casamento. Até que, um dia, Midge descobre um talento insuspeito para as “stand-up comedies”. Escrita por Amy Sherman-Palladino (de “Gilmore Girls”), a série acompanha a jornada de uma dona de casa que vira comediante num mundo dominado pelos homens.

Já a série “The Handmaid’s Tale”, produção original do site de vídeos “on demand” norte-americano Hulu, ganhou como Melhor Série Dramática e Melhor Atriz em Série Dramática, pela atuação marcante de Elisabeth Moss (Mad Men). Essa adaptação do livro “O Conto de Aia”, escrito por Margaret Atwood em 1985, conta a história de um futuro distópico onde uma facção católica instala um regime totalitário e teocrático nos Estados Unidos, após um atentado terrorista que mata grande parte dos políticos eleitos. Nesse contexto vive Offred (Elisabeth Moss), que pertence a um grupo de mulheres cuja única função é procriar para famílias de homens poderosos e suas esposas estéreis. No entanto, Offred antes era June e tinha uma família própria, um marido e uma filha. Alternando cenas do presente e do passado, “The Handmaid’s Tale” revela como mudanças aparentemente inofensivas em uma sociedade podem tomar proporções assustadoras. Como o serviço de streaming Hulu é disponibilizado apenas para o mercado norte-americano, embora também seja acessado do Brasil, a série será apresentada ao mercado brasileiro pela emissora por assinatura Paramount Channel.

Apesar de ter diversas indicações, a Netflix conseguiu emplacar apenas um nome na lista dos vencedores. A série “Master of None”, criada, produzida e protagonizada pelo humorista norte-americano Aziz Ansari, rendeu a ele o Globo de Ouro como Melhor Ator em Série Cômica ou Musical. Essa produção original mostra o cotidiano de Dev Shah, um descendente de indianos e aspirante a ator de 30 anos que tenta sobreviver em Nova York. O seriado retrata jovens que cresceram na década de 1990 e hoje enfrentam a vida adulta, debatendo sobre conflitos típicos desses indivíduos, como casamento, filhos e amadurecimento.

 

Pagou, dançou

Quando surge uma forma garantida de se dobrar rapidamente um valor investido, como não pensar a respeito? Na década de 1980, o empresário e showman Jan Lewandowski oferecia esse atraente investimento. Seguindo uma variante da chamada “pirâmide financeira”, quem investisse com Jan receberia rendimentos com base na chegada de novos membros à “organização”. Mas quem estivesse na parte de baixo da pirâmide estava fadado a perder todo o seu investimento. Por ser insustentável e fraudulento, o esquema é considerado ilegal, apesar de ainda muito frequente.

“O Rei da Polca” esteve no Festival de Sundance em janeiro de 2017, onde foi muito elogiado pelo próprio Jan Lewandowski, e estreia na Netflix no dia 12 de janeiro. O filme analisa de forma cômica o ponto de vista de Jan (Jack Black), músico e dançarino polonês que se muda para a Pensilvânia, nos Estados Unidos, para viver da polca. De lá, conquista o país com seu carisma e talento. Sempre muito apegado ao “american dream”, Jan começou diversos negócios paralelos aos shows. No auge de sua carreira, conheceu diversas personalidades, como o Papa João Paulo II, e concorreu ao Grammy em 1985. No embalo dessa crescente popularidade, ele e a mulher Marla (Jenny Slate) iniciaram o esquema de investimentos ilegais.

 

Elas por elas

O filme “As Sufragistas” estreou nos cinemas em dezembro de 2015 e chega à Netflix dia 15 de janeiro. A história da luta pelo direito de voto das mulheres inglesas é estrelada por grandes atrizes como Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Brendan Gleeson, Anne-Marie Duff e Meryl Streep – cuja participação como a líder feminista Emmeline Pankhurst, apesar de curtíssima, é impactante. A não indicação da protagonista Carey Mulligan ao prêmio de melhor atriz foi considerada uma das grandes injustiças do Oscar 2016.

No ano de 1912, a lavadeira Maud Watts (Carey Mulligan), que tem que cuidar de seu filho pequeno e do marido, acaba se juntando às sufragistas depois de ter contato com mulheres em seu trabalho que participam do movimento defensor do voto feminino. O drama ilustra os sacrifícios das militantes da época, por meio de personagens fictícias, assim como retrata figuras reais importantes. Apesar de retratar o início do Século XX, “As Sufragistas” denuncia uma realidade surpreendentemente atual.

Galeria de imagens

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...