Contraindicado

Edição: 581 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 24/01/2018 as 08:47

 
Leitura sugerida

Na recente visita do secretário estadual de Saúde mais uma vez se deu o exemplo de como os políticos só entendem de transparência quando, em palanque, prometem adotá-la em seus cargos eletivos. Mas na prática, deixam marcas de que não é bem assim que a banda toca. Ainda.

 

Com licença

Pois bem, naquela manhã de sábado este colunista, que também é o editor do único meio de comunicação local que produz conteúdo, que se pauta, que apura e produz informação, foi um dos primeiros a chegar à reunião que se daria no gabinete do prefeito de Valença. Logo, interagimos com os gestores dos hospitais presentes (Escola e Unimed), com o vice-prefeito. E quando chega o secretário, antes de começar a propalada “reunião”, este pediu para quem fosse da imprensa saísse para que pudesse ter uma reunião técnica.

 

Segunda vez

Lá fui eu, para fora do gabinete com uma vontade doida de ir embora, como já fizera uma vez, quando uma assessora do ex-secretário de Saúde e atual encarcerado, o médico Sérgio Cortes, fez a mesma coisa. No entanto, preocupado com a febre amarela e certo de que o jornal muito contribui com seus leitores, fiquei. Resignado esperei.

 

Contrassenso

Quando enfim fui chamado a participar da dita reunião, fui surpreendido e dei gargalhadas internas quando o secretário discursou com contundência que a grande guerra a ser vencida era de comunicação. Ora, bolas! E começa esta “guerra” tirando da reunião justamente o único jornal do município, que circula em praticamente todos os distritos. E mais, o ato de nos fazer sair da dita reunião técnica, faz supor que algo havia a ser dito que a população não deveria ficar sabendo. Ou seja, em nada transparente.

 

Cedae

E por falar em transparência, Valença também detém o recordista em omissão de informação de interesse público. Nesta semana, várias residências, casas comerciais e até hospitais amargaram conviver com a falta de água. Na segunda-feira, começou a circular mensagem pelas redes sociais de que havia rompimento de adutora o que causara sério problema de abastecimento. Nisso, nem durante e nem depois, a concessionária dignou-se a informar à população de que era preciso economizar o valioso líquido.

 

Omissão

E lamentável também acaba sendo a posição da Prefeitura que, como concedente do serviço de abastecimento e tratamento de água, aceita calada e de forma dependente da concessionária para informar, minimamente, a população. Ou seja, no atual episódio, nem uma, nem outra, nada tiveram a declarar. Enquanto isso os contribuintes, cá embaixo, viravam-se para viver os dias sem uma gota d’água. Saudades da Cia da Água que sempre se portou como responsável e parceira da população.

 

Triste

Aliás, para uma cidade que se pretende turística é grave o aspecto em que se encontra a Estação. Da mesma forma é preocupante o estado do Palacete do Visconde do Rio Preto.

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