Febre

Edição: 582 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 31/01/2018 as 08:42

 
Leitura sugerida

Em tempos de febre amarela, é bom lembrar dos médicos do passado que enfrentaram a moléstia com parcos recursos e apesar de perder muitos pacientes, muitos salvaram. Destes médicos, alguns como os doutores Ernesto Frederico da Cunha e Júlio Xavier ficaram eternizados nomeando ruas de Valença. Ernesto Cunha, inclusive, após presidir a Câmara e a Estrada de Ferro União Valenciana, deixou Valença, no começo do século XX, para fazer parte da equipe de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

 

Livros

Em 2017, tive o prazer de ler três livros de história regional que recomendo aos leitores que gostam do assunto. São eles: “O índio virou pó de café?”, de Marcelo Sant’Ana Lemos; “Conservatória – Fragmentos de sua história”, de Rosa Helena de Oliveira; e “Descoberto da Mantiqueira – O sertão prohibido do Rio Preto”, de Rodrigo Magalhães. Todos os três muito saborosos de dados, novas informações e causos dignos dos bons curiosos como eu.

 

Detalhes

De uns tempos para cá, como os mais próximos sabem, tenho vivido uma certa peregrinação por consultórios e antesalas de espera de médicos e empresas de saúde. Como acompanhante e não como paciente. E a experiência tem servido para constatar que pouquíssima atenção é dada aos detalhes que podem trazer satisfação para esta clientela.

 

Detalhes II

E como todos bem sabem, a pontualidade não é o forte dessa área de atuação, e nós, clientela, ficamos um bom tempo nestes espaços. Para começar, as atendentes se comunicam pouco e desanimadamente. Em geral, todos oferecem revistas... velhas de 2016, 2015 e, até de 2013, achei. Nunca uma atual. Quando oferecem tevê, o aparelho normalmente fica em posição inviável para pescoços saudáveis, o que dirá dos de adoentados. Em alguns lugares, o movimento é muito maior que o número de assentos de espera. Então aguente-se de pé. Enfim, quem quiser me contratar, dou consultoria em como tornar salas de espera em lugares eficientes para quem tem de enfrentar tal martírio.

 

Corta

Seguramente o atual governo é mais eficiente no que tange a sanar problemas de buraco na via pública. No entanto, no quesito cortar mato ainda está no nível do anterior, reclamam muitos.

 

Identidade

Adivinha que tipo de negócio abrirá na esquina de rua dos Mineiros com avenida Nilo Peçanha? Acredite. Será mais uma farmácia. Para quem vive se perguntando qual a identidade de Valença, está aí a dica: “Cidade das farmácias”, ou ainda, “Cidade dos Doentes”, ou quem sabe “Cidade dos Hipocondríacos”.

 

Afastamento

A lamentar, em Valença, a renúncia ao antigo Código de Obras, o que permitiu que prédios novos não respeitassem mais o afastamento ampliado. Resultado? Os carros que saem de estacionamentos no Centro, o fazem sem enxergar os transeuntes, pois para fazê-lo precisam enfiar a frente do carro no passeio. Aí? É a lei do mais forte. Ou sai ou é atropelado em plena calçada.

 

Vagões

No fechamento da edição anterior, uma terça-feira, aconteceu a esperada chegada dos vagões que tanto acompanhamos e divulgamos os esforços da Uvafer para trazê-los. Nas redes sociais, muitos elogios e algumas críticas. Os vagões de aço foram fabricados por nossas oficinas quando já eram fortes os rumores do fim do trem e das oficinas de Valença. Nossos operários teriam tomado para si o desafio de construir aqui as unidades de aço, quando a especialidade aqui era outra.

 

Museu

Agora os vagões farão parte do acervo do nosso Museu Ferroviário.

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