Um novo dia para não morrer

Edição: 582 Publicado por: Kreitlon Pereira em 31/01/2018 as 14:56

 
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Para muitos pensadores, é a mortalidade que define o que é ser humano. E quando ela está fora da equação? Se uma tecnologia revolucionária torna possível armazenar memórias humanas e copiá-las para outro corpo, uma pessoa pode literalmente viver para sempre, transferindo eternamente seus “dados” para diferentes hospedeiros. Se tiver como pagar, é claro. É nesse universo que se passa “Altered Carbon”, produção original Netflix em parceria com a Skydance Television, baseada no romance homônimo escrito por Richard K. Morgan. A série estreia mundialmente dia 2 de fevereiro.

Ao longo de dez episódios, o enredo se desenvolve em torno da investigação do assassinato de Laurens Bancroft (James Purefoy), o homem mais rico do universo. Parte da elite (também conhecida como “Methuselahs”), Bancroft recorre a um sofisticado sistema que cria um “backup” de sua memória a cada 48 horas e consegue realocá-la em um novo corpo após sua morte – no caso, um corpo clonado dele mesmo. Agora quer descobrir o responsável pelo próprio assassinato.

Entre a equipe de investigadores encarregados de descobrir o assassino está o protagonista da série, Takeshi Kovacs (inicialmente interpretado por Will Yun Lee). Natural de um planeta colonizado por trabalhadores eslavos e japoneses, ele dedicou a vida à luta contra os “Meths”. Participante do grupo revolucionário conhecido como “Envoy”, Kovacs foi morto e teve a memória armazenada por 250 anos. Até que, por ordem de Bancroft, suas lembranças são restauradas no corpo de um ex-detetive (Joel Kinnaman).

Além de Kovacs, fazem parte da equipe a tenente Kristin Ortega (Martha Higareda), que tinha um passado romântico com o dono do corpo agora ocupado por Kovacs, e o humanoide Edgar A.I. Poe (Chris Conner). Kovacs se vê obrigado a aliar-se a Bancroft, que representa tudo que sempre combateu em sua primeira existência, para garantir a própria sobrevivência. Em meio à caça ao criminoso, elementos da primeira vida de Kovacs tornam-se presentes na nova realidade e levantam mais inquietudes na mente do protagonista.

Lutar para viver

“Foxcatcher - Uma história que chocou o mundo” mostra como o esporte pode se transformar em ódio

O aclamado filme “Foxcatcher - Uma história que chocou o mundo”, do diretor Bennet Millet, chega à Netflix dia 1º de fevereiro. A produção de 2014 acumulou cinco indicações ao Oscar, incluindo melhor diretor, melhor ator (Steve Carell) e melhor roteiro original. Apesar de ter saído da premiação anual de Hollywood sem nenhuma estatueta, o filme aborda de forma contundente algumas profundas questões enraizadas na sociedade americana, como a obsessão pela vitória e o narcisismo.

A trama é inspirada na história real de dois irmãos norte-americanos medalhistas olímpicos na luta greco-romana, Mark (Channing Tatum) e David Schultz (Mark Rufallo). O filme retrata a época de suas vidas em que se associaram a John Dupont (Steve Carell), um homem muito rico, cuja família fizera fortuna durante a Guerra Civil americana e que depois se consolidara na indústria química.

O excêntrico milionário era um grande apreciador de luta greco-romana e famoso por patrocinar o esporte norte-americano. Ele cria um centro de treinamento para atletas em uma de suas fazendas na Pensilvânia e resolve contratar o decadente Mark, campeão olímpico que almeja voltar ao topo dos pódios, para liderar o Time Foxcatcher. O objetivo da equipe de lutas é conquistar medalhas nos Jogos Olímpicos de 1988, em Seul. A relação entre os dois rapidamente se transforma em algo doentio, algo que desvirtua os ideais olímpicos do lutador e aprofunda seus ressentimentos com o seu irmão, atleta bem-sucedido e bom pai de família.

Apesar de o filme ter sido bem recebido pela crítica, o próprio Mark Schultz não ficou nada contente com o modo como foi retratada a sua relação com John – há cenas que sugerem uma possível relação homossexual entre o medalhista e milionário. Mark atacou o filme, alegando que a interpretação dos personagens e seus relacionamentos no filme são fictícios e insultuosos.

Depois daqueles quatro

A revolução cultural e musical liderada pelo quarteto de Liverpool é o tema do documentário “How The Beatles Changed the World”

Com mais de um bilhão de discos vendidos e sete Grammys, nenhuma banda conseguiu influenciar o mundo da música como os Beatles. Os quatro jovens de Liverpool provaram que o rock and roll poderia abraçar uma enorme variedade de harmonias, estruturas e sons. O impacto da revolução cultural e social que eles lideraram há meio século, durante os anos 60 e início dos 70, é o tema de “How The Beatles Changed the World”. Com novas entrevistas e imagens pouco divulgadas, o documentário chega ao catálogo da Netflix no dia 1º de fevereiro e retrata o impacto que a banda inglesa teve e ainda tem no cenário musical de todo o mundo.

Em 6 de julho de 1957, John Lennon se apresentava num piquenique de igreja com o The Quarrymen, seu conjunto amador de skiffle, um tipo de música folk com influência de jazz e blues. Naquele dia conheceu Paul McCartney, a quem depois convidaria para se juntar ao seu grupo. Juntos, combinaram que todas as composições, fossem elas individuais ou em dupla, seriam sempre creditadas a ambos. Já nos anos 60, com a criação dos Beatles, a parceria Lennon-McCartney se tornou a mais famosa da história da música. O guitarrista George Harrison e o baterista Ringo Starr ajudaram a dar forma e consistência ao que se tornaria a banda mais popular do planeta.

Tanto sucesso não foi obra do acaso. Os Beatles eram realmente talentosos e foram responsáveis por diversas inovações tecnológicas em estúdios, como o uso do Artificial Double Tracking, uma técnica de gravação criada para realçar sons, vozes ou instrumentos durante o processo de produção. A criação dos videoclipes e o conceito de álbum também são atribuídos a eles. Ao longo de seus 90 minutos, “How The Beatles Changed the World” ajuda a explicar como uma banda inglesa se transformou num ícone da história da música.

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