Apelo

Edição: 584 Publicado por: José Valter Lima Monteiro e Maria do Carmo Maia em 14/02/2018 as 13:54

 
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Nós, familiares de João Paulo Maia Monteiro, vimos a público agradecer primeiramente a Deus, por ter preservado sua vida por ocasião do acidente sofrido na estrada de Santana do Garambéu (MG). durante o “Passeio de Motos” que ocorre todos os anos saindo de Rio Preto. Agradecemos também à equipe do Hospital Regional de Barbacena, mantido pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), que é referência em acidentados, onde foram aplicados os melhores recursos de que ele necessitava, o que foi fundamental para sua sobrevivência. Agradeço também aos familiares e amigos, pelas muitas orações e demonstrações de apoio. Agradecemos também aos familiares do Sr. Marcos Fontes, um Valenciano que nos acolheu, sem sequer nos conhecer e que se mostraram verdadeiros amigos, numa hora tão difícil, em uma cidade estranha e distante.

Queremos deixar claro que não somos contra a realização do passeio, mas é imprescindível que sejam estabelecidos critérios para que sejam evitadas tragédias como nós vivenciamos. Sabemos também que acidentes acontecem, mas, quando não há critérios que possam evitá-los torna-se muito mais arriscado. Onde está a responsabilidade dos patrocinadores do dito “Passeio” que deixa atrás de si um rastro de vítimas de acidentes e de badernas? Onde estão as autoridades do município e região que nada fazem para coibir os abusos e as arbitrariedades cometidas por alguns dos participantes? Esses, simplesmente pagam uma taxa (R$50), ganham uma camisa e assinam um termo de responsabilidade onde cada um é responsável por si e Deus por todos. Acidentes têm acontecido com frequência e ninguém é punido ou sequer responsabilizado pelos mesmos. Esse “passeio” há muito deixou de ser um passeio para se tornar um Rali de aventuras para alguns. Todo mundo sabe que nesse “Passeio” participam veículos irregulares, (as chamadas gaiolas montadas) motoristas inabilitados, inclusive menores, conduzindo veículos. Tudo isso às vistas de todos e também das autoridades. É recorrente o uso de bebidas alcoólicas pela maioria dos participantes e muitos já saem bêbados do ponto de origem. E a lei seca, não vale nesse caso? Foram cerca de seiscentos inscritos mais alguns caronas sem inscrição. Virou um megaevento! Um negócio! Perdeu-se o controle e os abusos e arbitrariedades acontecem! Desta vez nós fomos vítimas, mas se nada for feito, a próxima vítima pode ser um ente querido seu. Pense nisso e você vai nos dar razão. Não queremos que o passeio acabe. Ele deve continuar, mas com regras e critérios, que precisam ser obedecidos, para que as pessoas e as famílias que participam tenham segurança. Só quem já passou por uma situação como a que nós passamos pode avaliar o quanto doloroso foram esses dezoito dias, entre 12 e 30 de janeiro de 2018.

Fica aqui o nosso apelo às autoridades competentes para que faça uma avaliação da situação exposta e tomem as providências cabíveis.

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