“Everything Sucks!” promete matar as questionáveis saudades dos anos noventa

Edição: 584 Publicado por: Kreitlon Pereira em 14/02/2018 as 16:16

 
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Os dez episódios de 30 minutos de “Everything Sucks!” desembarcam na Netflix no dia 16 de fevereiro. Ambientada no ano de 1996, a comédia adolescente segue outras produções da maior plataforma de entretenimento por internet do mundo, como “Glow” e “Stranger Things”, que se passam nos anos 80. A aposta é similar: mostrar como sobreviviam os jovens durante uma época distante e difícil de imaginar, onde não existiam smartphones, streaming e redes sociais.

A trama de “Everything Sucks!” – expressão que significa algo como “tudo enche o saco!” – conta a história de dois grupos de adolescentes que enfrentam o temido ensino médio na inacreditavelmente real cidade de Boring, que fica no estado do Oregon, na Costa Oeste americana. O próprio nome do município – que pode ser traduzido como “entediante” – revela o quão pouco excitante pode ser uma adolescência vivida em uma pequena cidade norte-americana. Principalmente em tempos com limitados recursos de entretenimento individual, quando comparados aos dias atuais.

Para aguentar esse difícil período de suas vidas, os nerds e esquisitões do clube de teatro e de áudio-visual se unem para a produção de um filme. Entre as aulas e os bastidores da produção, a série aborda de uma forma cômica os novos conflitos e relacionamentos que surgem na adolescência. Temas adultos também pontuam a história, como os problemas encontrados por pais solteiros e suas dificuldades em criar os filhos.

A série foi criada pelos escritores Ben York Jones e Michael Mohan e tem a direção do último em alguns episódios. O elenco, apesar de jovem, conta com nomes já conhecidos pelos fãs de cinema, como Peyton Kennedy, famosa por seu papel em “The Captive”, e Elijah Stevenson, que atuou em “Capitão Fantástico”. Patch Darragh, Claudine Nako, Rio Mangini, Quinn Liebling, Jahi Winston e Sydney Sweeney completam o “casting” da mais nova produção original da Netflix.

 

Todos por um

“Legion” explora a falta de linearidade e se afasta dos padrões nas séries de super-heróis da Marvel

“Legion” poderia ser apenas mais uma série de super-heróis. No entanto, a produção da FX que chega à Netflix dia 14 de fevereiro explora a realidade dos X-Men de maneira mais criativa, através de um surpreendente roteiro não-linear de Noah Hawley (de “Fargo”). E abusa de recursos visuais e sonoros para acompanhar a psique perturbada de David Haller (Dan Steves, de “Downton Abbey”).

Diagnosticado como esquizofrênico desde os oito anos de idade, David passou grande parte de sua vida em hospitais. Após um breve período de liberdade, não consegue se adaptar à vida cotidiana e acaba sendo internado novamente, dessa vez no manicômio de Clockworks. Aos 30 anos de idade, não enxerga mais sentido na rotina de tratamento a que é submetido, o que o faz passar todo seu tempo em silêncio, na companhia de sua otimista amiga Lenny (Aubrey Plazza), uma viciada em drogas e álcool.

No entanto, a estruturada vida de David é abalada com a chegada da problemática e sedutora Syd Barrett (Rachel Keller) ao grupo de internos de Clockworks. Inexplicavelmente atraídos um pelo outro, os dois compartilham uma experiência surpreendente, que o leva a questionar se as vozes e visões em sua cabeça são realmente meros frutos de sua loucura. Intrigado com a possibilidade, David escapa do hospital e, orientado por Syd, encontra-se com Melaine Bird (Jean Smart), uma terapeuta que se utiliza de métodos nada convencionais para introduzi-lo a um novo espectro de possibilidades – o mundo dos mutantes.

A trilha sonora contribui para o ambiente de descontrole mental da série e incorpora temas psicodélicos de feras como Pink Floyd, The Who, Talking Heads, Robert Plant, Nina Simone e T-Rex. Com essa “playlist” de respeito, “Legion” explora, ao longo de seus oito episódios, os limites da sanidade mental, numa delirante trama onde a realidade é sempre posta à prova.

 

No ritmo da música

Quarta temporada de “Mozart in the Jungle” amadurece as paixões e conflitos dos episódios anteriores

Dia 16 de fevereiro estreia na Amazon Prime Vídeo a quarta temporada de “Mozart in the Jungle”. A série é inspirada no livro “Mozart na Selva: Sexo, Drogas e Música Clássica”, lançado em 2005 pela norte-americana Blair Tindall. Desde que foi apresentado ao público, em fevereiro de 2014, o enredo retrata a relação entre os músicos Hailey Rutlege (Lola Kirke) e Rodrigo de Sousa (Gael García Bernal). Ela começa a trama como uma promissora oboísta e, no decorrer das temporadas, sua carreira a leva a lugares onde sequer sonhava chegar. Parte desse sucesso se deve à química entre Hailey e Rodrigo, o exótico e genial maestro mexicano da Orquestra Sinfônica de Nova Iorque. Logo no primeiro encontro, a música clássica se torna o principal meio de comunicação entre os personagens. Não por acaso, o regente começa a mover céus e terras para encaixar a oboísta nos repertórios de suas apresentações.

Ao longo das três primeiras temporadas, os dois protagonistas ficam cada vez mais próximos, e seu relacionamento, mais íntimo. Imersa na vida de Rodrigo, Hailey começa a tomar interesse pelo ofício de maestro. Na quarta temporada, não apenas as habilidades dela para reger a orquestra entram em fase de amadurecimento, mas também a paixão entre os dois músicos é posta à prova. Em paralelo, Rodrigo tem sua genialidade questionada quando começa a encontrar dificuldades para “se comunicar com a música”.

Dentre as produções originais da Amazon Prime Vídeo, a quarta temporada de “Mozart in the Jungle” é uma das mais esperadas para 2018. A série sempre teve uma ótima repercussão com o público e ainda conseguiu faturar dois Globo de Ouro (Melhor Série de Comédia ou Musical e Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical, para Gael García Bernal) e um Emmy (Melhor Mixagem de Som em Série de Comédia ou Musical).

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