O Tiro pela culatra

Edição: 590 Publicado por: Marcelo A. Reis em 28/03/2018 as 08:06

 
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Caro leitor;

A “Intervenção” entre aspas na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro é mais um fruto do papo “rolando o lero” do ocupante do Planalto. O temer teria afirmado que fora uma “grande jogada”. Assusta-me ver que um assunto de tamanha importância tenha sido tratado em cima da perna com objetivos meramente eleitoreiros. Ilude-se a população com carros de combate zanzando para baixo e para cima, soldados camuflados fazendo pose e o âmago, o cerne da questão não é atacado. O comando do crime organizado não é atacado. Goza, desfruta de ampla cobertura política. Aqui mesmo cansamos de denunciar e apresentar fatos notórios que estão em todos os jornais e TVs. Lembro-me do depoimento do “Marcinho VP” relatando a sua composição com o esquema do ex-governador Sérgio Cabral. Vejo a população nas comunidades refém da bandidagem, sem que a autoridade do Estado se restabeleça. Em nossa última conversa afirmei, e reafirmo, que lá a autoridade real, efetiva é o “movimento” ou a “milícia”. Poder paralelo é o Estado. A ação cosmética que campeia no Rio é “coisa para inglês ver”. Os políticos que se articulam com o crime são os mesmos que garantem quórum e maiorias na Assembleia Legislativa e em diversas Câmaras Municipais. Há mais de ano mostramos a necessidade de uma ação, planejada, efetiva e organizada. O que temos é o improviso do improviso! temer, moreira “Angotox” franco, jungmann se juntam em uma alegre tertúlia e decidem fazer, sem conhecer o assunto, sem vivência do assunto, resolvem disfarçar o fracasso da Reforma da Previdência, com a ópera bufa, opereta de quinta categoria, da segurança. Dizem que o general chefe do Gabinete de Segurança Institucional estava presente e de acordo. Não acredito! Não posso crer! Não com a necessidade de intervenção, mas que esteja de acordo com a forma como foi feita. A questão do Rio é gravíssima e tem dois eixos. Um é o colapso total das cadeias de comando das duas instituições policiais. PM e Polícia Civil. O outro é a ausência completa dos órgãos com o monopólio de Poder Estatal nas comunidades. Ficam falando em ausência de atividades esportivas, artísticas e culturais. Claro que são importantes! Mas... mais prioritária é a presença de Delegacias de Polícia, da Defensoria Pública, do MP, dos Juizados de Instrução junto com a segurança ostensiva proporcionada pela PM. 

temer, jungmann “et caterva” se acham muito espertos. Estão inclusive animados com a candidatura (!) do chefete a um novo período! 

O desrespeito com que estão tratando/usando o Exército no Rio pode ser, não a “grande jogada”, mas um “tiro pela culatra” como dizia o meu avô. Existe uma enorme reação do tipo “virar a mesa” fermentando em favor de uma ruptura. Tal não é bom. É péssimo, mas pode acontecer...

Até a próxima.

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