Múltiplas faces de um cara de pau

Edição: 591 Publicado por: Kreitlon Pereira em 04/04/2018 as 09:54

 
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A eleição presidencial norte-americana de 2016 foi um dos pleitos eleitorais mais inusitados da história. Numa improvável vitória, o magnata Donald Trump surpreendeu o mundo ao derrotar nas urnas a democrata Hillary Clinton e tornar-se o 45º presidente dos Estados Unidos. Mas, muito antes de estar à frente da maior potência mundial, Trump já era uma das personalidades mais influentes no mundo. No dia 30 de maio, a Netflix lança a primeira temporada de “Donald Trump: Um Sonho Americano”, um documentário original da plataforma de streaming que se propõe a contar a história do bilionário fanfarrão que escreveu seu nome na galeria de presidentes norte-americanos.

Trump começou a carreira empresarial na década de 1970, quando começou a trabalhar com o pai no ramo imobiliário. Com o tempo, o jovem empresário partiu para novos empreendimentos. Passou também a administrar cassinos, negócio que levou o magnata à falência. Entretanto, Trump aproveitou-se da legislação norte-americana de falência corporativa e usou-a (seis vezes) como ferramenta para alavancar seus negócios.

Além dessas manobras suspeitas, Trump não é uma figura muito estimada por conta do incontável número de declarações polêmicas, principalmente a respeito de temas controversos como imigração, racismo, porte de armas e ideologia de gênero. Após ser eleito, continua a falar sem restrições, principalmente por meio de sua conta no Twitter. “Nosso exército tem que estar focado em suas vitórias e não pode ficar arcando com as enormes despesas médicas dos transgêneros e o quão perturbador isso seria”, alfinetou após vetar o ingresso de pessoas trans no exército americano.

Sempre no foco dos holofotes, Trump chegou até a apresentar o reality show “The Apprentice”, no canal NBC, onde executivos competiam por uma posição em uma das empresas do apresentador e produtor do programa. Ele nunca perdeu uma oportunidade de expressar suas ácidas opiniões na mídia. Essa característica “falastrona” do empresário acarreta uma quantidade quase infinita de material para o documentário. “Donald Trump: Um Sonho Americano” promete explorar a faceta mais obscura do atual presidente norte-americano, que divide a opinião pública mundial de uma maneira quase binária.

Nos tempos da carochinha

“The Dangerous Book for Boys” retrata o lúdico caminho encontrado por três irmãos para superar a perda do pai

Quando os irmãos Conn e Hal Iggulden publicaram em 2006 o livro “The Dangerous Book for Boys” (lançado no Brasil como “O Livro Perigoso para Garotos”), tinham como objetivo ensinar aos jovens britânicos brincadeiras “offline” através de um guia prático com habilidades essenciais para a infância, como construir casas da árvore ou pescar. Agora, o best-seller ganhou uma adaptação na Amazon Prime Video, com estreia para o dia 30 de março e produção de Bryan Cranston (“Breaking Bad”).

Ao longo de seus seis episódios, a produção original acompanha a história dos McKennar, que lidam com a morte de Patrick (Chris Diamantopoulos), o excêntrico inventor e patriarca da família. Após perceber que seus três filhos, Wyatt (Gabriel Bateman), Dash (Drew Powell) e Liam (Kyan Zielinsky) estão viciados em aparelhos eletrônicos e redes sociais, Beth (Eric Hayes) entrega às crianças um livro escrito pelo pai delas, cheio de lições de vida e brincadeiras às antigas, que despertam a curiosidade dos garotos.

O enredo da série dá um enfoque maior para Wyatt, o mais novo dos McKennar, que através do livro é transportado para diferentes mundos de fantasia frutos de sua imaginação. Nessas viagens, acaba se reunindo com pai, que sempre ensina lições importantes sobre a vida real. Dessa forma, o garoto e sua família vão se adaptando juntos ao novo cenário, onde todos sempre tentam seguir a singular filosofia de Patrick: para ser bem-sucedido, deve-se estar disposto a fracassar.

Através das aventuras dos garotos em meio às histórias relatadas no livro do pai, “The Dangerous Book for Boys” retrata a reconfortante trajetória de uma família disposta a superar o luto. As experiências de vida e ensinamentos coletados por seu patriarca tentam mostrar que existe um mundo de possibilidades quando as pessoas simplesmente se desconectam e interagem diretamente umas com as outras. Afinal, a realidade do mundo é bem mais ampla que a tela do smartphone ou do computador.

 

Sons do destino

A animação japonesa “Lost Song” é uma história cheia de mistérios, fantasias e, principalmente, música

A Netflix já percebeu que as animações japonesas agradam uma boa parcela de seu público. Com produções originais como “B: The Beginning” e “A.I.C.O. - Incarnation”, o catálogo da plataforma vem se diversificando cada vez mais. A mais nova adição a essa família de animes é “Lost Song”, uma parceria com a Liden Films e a Dwango. Os 12 episódios da primeira temporada estreiam mundialmente no dia 31 de março, somente na Netflix. O anime também vai ao ar em uma emissora de televisão japonesa a partir de 7 de abril.

A história de “Lost Song” é centrada em duas protagonistas: Rin, uma garota cheia de energia que adora comer e mora em uma cidade fronteiriça coberta pela natureza, e Finis, a cantora solitária que vive na capital, dentro dos muros do palácio real. Ambas são as únicas que possuem o milagroso poder da música, capaz de feitos como curar feridos, amarrar ventos e criar água. Com a aproximação de uma sangrenta guerra, as duas protagonistas serão unidas pelo destino com o objetivo de enfrentarem uma árdua jornada. O mistério que gira em torno dessa união guia o enredo: seria a música resultante desse encontro em tom de esperança ou de desespero?

As vozes das protagonistas de “Lost Song” são de Konomi Suzuki (Rin) e Yukari Tamura (Finis). Konomi, além de dubladora, também está encarregada do tema de abertura do anime, intitulado de “Utaeba Soko ni Kimi ga Iru kara”. Não é a primeira vez que a cantora participa nas músicas de aberturas de animes – já cantou “This Game” (de “No Game No Life”) e “Choir Jai” (de “Otome X Amnesia”). A direção fica a cargo de Morita Jumpei, que também escreveu o roteiro do anime. A parte artística é comandada por Kinichi Ookubo e o designer dos personagens é responsabilidade de Shizue Kaneko.

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