O oba-oba trágico - O caos na Venezuela e o Brasil

Edição: 594 Publicado por: Marcelo A. Reis em 25/04/2018 as 10:24

 
Leitura sugerida

Caro leitor; 

O momento, com certeza, não seria o adequado para temas desagradáveis. Melhor seriam amenidades. O “temer”(o minúsculo) e a malta que o circunda não nos permitem. A cada dia, é uma “novidade”. As coisas marchavam mal com a “gerentona” e continuam a piorar. Nunca esperei nada de um (des) “governicho” cujos expoentes, além do ocupante da cadeira, sejam moreira “Angotox” franco, padilhas, jucás, barbalhos, eunícios, “aécim”, rodriguim filhote maiazinha, e tantas nulidades éticas e/ou profissionais... 

Sempre com a prestativa cobertura do gilmar mendes, do tóffolli, marco aurélio e tantos mais...

Brasileiramente, já o disse em outra ocasião, esperava um milagre! A pilantragem, por obra e graça do Espírito Santo, se transformaria em patriotas, em homens públicos probos! Sonhos! Autoenganação esperançosa! 

Aliás é muito nosso, deixarmos as coisas correrem, e ficarmos olhando, aguardando uma autoresolução...

A tragédia venezuelana é um exemplo. O Brasil foi cúmplice, parceiro, seguidor do regime, dito, bolivariano nas gestões Lula/Dilma. É omisso, covarde e ausente no momento em que michel temer se instala no Palácio do Planalto. A Venezuela caminhava para o caos, em que está, e o Governo PTista, esquecendo-se dos interesses maiores do Brasil, manteve-se afastado da crise. O atual segue na mesma linha. Ambos falavam/falam em termos uma cadeira permanente do Conselho de Segurança da ONU, mas omitiram-se regionalmente. Acham que por ter sido uma possibilidade aventada Roosevelt, lá atrás, ao final da II Guerra, ela será concretizada com elaborados discursos diplomáticos. Não é assim. Temos que provar a nossa capacidade de liderar e comandar regionalmente. Não; não temos. Já tivemos. Tal exige o Direito ao nosso lado, respaldado, sobretudo, por um adequado dispositivo de segurança. Os presidentes Getúlio, Juscelino e os generais pós 1964 tinham isto muito claro. Com todas as diferenças, entre eles, possuíam um norte definido. Lembre-se do caso de Angola já muito citado aqui. O Brasil, no governo do general Geisel, superando barreiras ideológicas, foi o primeiro a reconhecer a independência do autoproclamado marxista-leninista Governo do MPLA de Angola.  Moveu-lhe a importância geopolítica; a ativa participação no controle do Atlântico Sul e a preservação de suas riquezas. Isto no “Governo Direitista”!

A última reunião de Cúpula Interamericana, em Lima, serviu para “temer” voltar a embolar a conversa com próclises e mesóclises de mágico de circo vagabundo. Preocupa-lhe somente livrar-se das malhas da Lei e livrar aos seus amigos da cadeia...

Com Lula/Dilma ficávamos a reboque de Cuba e da Venezuela...

O contexto internacional é barra pesada! Os EUA, a União Europeia, a China e a Rússia pouco se importam com sírios ou venezuelanos sofrendo e morrendo. A questão é o petróleo e os posicionamentos geopolíticos de cada um. O Brasil tem que definir uma política externa própria, tem que saber inseri-la no contexto regional e mundial; tem que ter uma política de defesa séria, forte e coerente que respalde a citada política externa.

Não é com conversa fiada, com cascata que seremos alguma coisa, mas com esforço e dedicação permanente. Com objetivos nacionais permanentes! 

Com união nacional!

 

A mãe do Prefeito

Caro leitor;

Saio de casa cedo, por volta de sete da manhã, vejo uma mulher em frente “trabalhando” de jardineira; na Praça Visconde do Rio Preto - o “Jardim de Cima”; aproximo e puxo conversa. Muito animada, começa a explicar-me que precisamos, os residentes no entorno, nos organizarmos para cuidar da pracinha. “Afinal é a área que dispomos para as crianças e os idosos”. A senhorinha é uma animação só. Empolgadíssima! Depois de alguns minutos, achando-a uma fisionomia familiar, indago se é a mãe do prefeito Fernandinho. Responde-me naturalmente que sim e segue nas suas tarefas. Saio dali e comento com alguns amigos. Dizem que ela sempre foi assim. “É dela”, diz um deles.

Fiquei lembrando os meus tempos, primeiro como sub-prefeito e, depois, como secretário municipal, na Prefeitura do Rio. Veio-me à mente um grupo de moradores de duas ruas na Zona Norte. As ruas “Aiéra”, em Vila Kosmos e na rua “Sirici”, em Marechal Hermes. Em ambas, cansados de não serem atendidos pela administração, organizaram a limpeza, a capina e a jardinagem. Eram dois brincos de asseio e cuidados.

Creio ser a hora de tomarmos nas mãos, comunitariamente, as nossas vizinhanças. Imagino um dinâmico e ativo voluntariado urbano em todas as áreas de atuação.

Não precisa de um órgão burocrático, precisa da nossa disposição.

A ação organiza!

Se a dona Lurdinha pode, nós podemos!

Belo exemplo de cidadania nos deu/dá!

Até a próxima.

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