Falhas do processo

Edição: 594 Publicado por: Kreitlon Pereira em 25/04/2018 as 15:09

 
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No final de 2016, a Netflix fez história ao lançar sua primeira série original brasileira. Apesar do simplório orçamento, “3%” logo se popularizou dentro e fora do país, tornando-se a produção de língua estrangeira mais assistida nos Estados Unidos. A série é ambientada em um Brasil futurista e segregado, onde uma pequena parcela da população considerada merecedora vive com luxo e conforto no Maralto enquanto a imensa maioria se encontra no pobre e decadente “Lado de Cá”. Devido ao tamanho sucesso, a segunda temporada da trama estreia dia 27 de abril e revela os segredos da vida no Maralto.

Todos os anos é conduzido no “Lado de Cá” um intenso e competitivo processo seletivo, através do qual três a cada cem jovens de vinte anos são escolhidos para se juntarem à nata da sociedade brasileira. A primeira temporada acompanha a história de Michele (Bianca Comparato), uma garota que se junta à Causa, um grupo de rebeldes contrários a essa divisão social, por acreditar que seu irmão foi morto pelo Processo. No entanto, ao decorrer dos episódios, Michele descobre que aqueles em quem ela mais confiava haviam mentido sua vida toda, e que Ezequiel (João Miguel), o supervisor do processo que representa tudo que ela mais odiava, sempre falara a verdade.

A série também acompanha as histórias de outros três jovens: Joana (Vaneza Oliveira), Felipe (Michel Gomes) e Rafael (Rodolfo Valente), cada um deles disposto a fazer de tudo para avançar no Processo e largar de vez a vida no “Lado de Cá”, para assim desfrutarem dos privilégios e dos avanços tecnológicos disponíveis no Maralto. No entanto, apenas Michele e Rafael conseguem se tornar membros efetivos dessa elite. Na segunda temporada, um novo Processo se inicia e os quatro terão de decidir se lutarão junto do crescente grupo rebelde da Causa ou se manterão fiéis ao sistema.

 

Romance em debate

Netflix estreia “Candy Jar”, um filme leve e divertido em ambiente escolar

No dia 27 de abril chega à Netflix a produção original “Candy Jar”, uma comédia romântica que segue a vida de dois adolescentes no último ano do ensino médio. A direção do longa de noventa minutos ficou a cargo de Ben Shelton, conhecido por filmes como “Thom Pain” e “Impress Me”.

A história gira em torno de dois dedicados alunos do ensino médio que se consideram arqui-inimigos. Bennet e Lona são muito distintos: o garoto vem de uma família economicamente privilegiada e a garota de uma classe média trabalhadora. Apesar dessas diferenças, ambos dividem a mesma ambição: entrar na faculdade dos sonhos. Para realizar suas ambições, os dois únicos membros do clube de debate da escola se veem forçados a trabalharem juntos a fim de competir no campeonato estadual. No decorrer da trama, a amizade entre os protagonistas se desenvolve quando percebem a futilidade na rivalidade que possuíam. Como não poderia faltar, o filme é repleto de dramas, reflexões sobre a vida e romance no clássico estilo “os opostos se atraem”.

Apesar de o filme não se esforçar muito para fugir dos indefectíveis “clichês” desse gênero cinematográfico, algumas atuações despertam interesse desde o trailer divulgado pela Netflix. O elenco conta com figuras já conhecidas na indústria cinematográfica, como os protagonistas Jacob Latimore, que além de ator conhecido por filmes como “Maze Runner” e “Beleza Oculta” e também é cantor de R&B, e Sami Gayle, famosa por seus papéis em “Academia de Vampiros” e “Blue Bloods”. Além dos dois, o elenco é complementado por Christina Hendricks (Joan Holloway na série “Mad Men”) e por Uso Aduba, ganhadora do Emmy e muito conhecida por seu papel em “Orange is the New Black”, uma das produções Netflix mais consagradas.

 

O queridinho da América

A série “Bobby Kennedy para Presidente” estreia na Netflix e promete exibir materiais inéditos sobre um “popstar” da política norte-americana

No início da década de 1960, os Estados Unidos passavam por uma fase caótica em termos de política. O estopim dos confrontos raciais, a Guerra do Vietnã e os conflitos contra a União Soviética culminaram em uma enorme insatisfação popular com o governo. A política nessa época foi uma das mais conturbadas da história do país. Entretanto, uma família revolucionou a política da época. Primeiro com John e depois com Robert, a família Kennedy transformou-se em modelo a ser seguido no país. Mas, apesar da alta popularidade, ambos se foram antes de a década acabar. E é o Robert o foco do novo documentário original Netflix, “Bobby Kennedy para Presidente”. A série em quatro episódios estreia dia 27 de abril na plataforma de streaming.

Robert começou a carreira como advogado, apesar de também gerenciar as campanhas do irmão. Após John ser eleito presidente, Bobby foi nomeado Procurador-Geral dos Estados Unidos, função que exerceu de 1961 a 1964. Nesse meio termo, John foi assassinado durante uma visita a Dallas, em um dos episódios mais obscuros do Século XX. Quase um ano após a morte do irmão mais velho, Bobby saiu da Procuradoria e decidiu concorrer a senador por Nova Iorque. Herdeiro de uma família abastada, sempre afirmou que estava na política por amor. “Sinceramente, eu não preciso do cargo e nem do escritório. Eu estou aqui porque eu quero servir”, costumava justificar. O jovem senador democrata sempre empenhou-se na luta a favor da igualdade racial e tinha o hábito de visitar áreas carentes. Essa combinação de carisma e empatia, somada ao seu sobrenome ilustre, tornava o senador um candidato não somente óbvio como favorito à Presidência em 1968. Entretanto, antes de deixar a decisão nas mãos da população, Robert Kennedy foi assassinado por um radical islâmico no mesmo ano em que anunciou sua candidatura presidencial.

“Bobby Kennedy para Presidente” traz uma abundância de entrevistas com pessoas que vivenciaram de perto toda essa reviravolta política, além de contar com um acervo de imagens nunca antes digitalizadas. Tudo para contar melhor a história de Bobby Kennedy, um dos melhores presidentes que a América nunca teve.

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