Desigualdade social

Edição: 596 Publicado por: José Valter Lima Monteiro em 09/05/2018 as 08:41

 
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Tudo em nosso país é desigual em se falando sobre nossa população.

Li em “Veja” e depois em “Época” de 13/3/18 sobre o homem mais rico do mundo chamado Jeff Bezos. Sua fortuna ultrapassa os 112 bilhões de dólares. Uma fortuna que chega aos doze dígitos. Ele é dono aqui no Brasil da Amazon, loja virtual que vende de tudo. Tem também nos EUA uma empresa de transporte espacial para no futuro vender passagem para quem quiser viajar pelo espaço. Agora quer investir no ramo de Bancos.

No Brasil também temos seis bilionários que têm um patrimônio equivalente à renda de cem milhões de brasileiros. E ainda temos cerca de quinhentos milionários que ficam com grande parte da grana que circula no País.

Pergunto a você, trabalhador assalariado, professor, policial militar, funcionário público, estudante pobre, e outros como eu, pequenos e médios produtores de alimentos, se vocês não gostariam que essa riqueza toda, concentrada nas mãos de poucos, fosse dividida com muitos? Ficaríamos em melhores condições de sobrevivência pois temos as mesmas necessidades que um bilionário ou os milionários têm.

Temos hoje no Brasil 1,6 milhão de pessoas que não têm o mínimo para sobreviver e se alimentar pelo menos uma vez ao dia. Há ainda 13,6 milhões de desempregados.

Tempos atrás, conversando com um amigo, ouvi dele que pobre não precisava comer carne todo dia. Fiquei revoltado e respondi que pobre tem as mesmas necessidades do rico.

Em outra reportagem de “Veja” (29/11/17) sobre os advogados que defendem criminosos investigados na Lava-jato, que esses cobram a quantia de dez, oito ou cinco milhões de reais dependendo da “importância” do acusado. A gente vai se informando e fica mais convicto de como ser pobre nesse País, torna-se cada vez mais difícil. É revoltante! Li ainda que alguns juristas vão bater papo com os ministros do STF, às vezes para conversa fiada outras vezes para se aconselhar para saber como conduzir os processos de seus clientes que são de difícil defesa.

Juntam-se empresários, executivos, legislativos e judiciários e carregam quase todo o dinheiro circulante do país. E o restante é dividido entre a maioria da população brasileira, mais de duzentos milhões.

O advogado de Palocci fuma charutos da marca Cohiba Behike que custam R$ 350, cada um.

Li, dias atrás, que o feijão baixou 46% e o arroz 10,2% porque a inflação está caindo e a produção aumentou. Conversa fiada, o povo é que perdeu o poder de compra.

Hoje não se sabe mais quantas classes sociais existem em nosso país. O real perdeu seu valor. No início do plano real o dólar era equivalente ao real, hoje um dólar equivale a R$ 3,60. Tudo que escrevo aqui são baseados em jornais, revistas notícias da TV e rádio que ainda é ouvido no campo.

Outra desigualdade chocante é a dos presídios que concentram setecentos mil carcerários. Parecem até um vespeiro. Um submundo. Muitos que lá estão não foram sequer julgados; simplesmente foram esquecidos lá. As celas dos presos que cometeram grandes crimes de lesa-pátria têm todo tipo de mordomias e até artigos de luxo. E nós é que pagamos a conta.

Que bom seria se todos fôssemos iguais perante a lei e se nesse país existisse igualdade social...

Até a próxima.

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