Caro leitor;

Edição: 597 Publicado por: Marcelo A. Reis em 16/05/2018 as 08:26

 
Leitura sugerida

As ditas redes sociais muitas vezes causam-nos surpresas. Boas e ruins. 

Por estes dias o Facebook, aprontou-me uma boa surpresa. Buscou o meu artigo “A montagem do Circo” publicado aqui em 6/5/2015. Atual; atualíssimo! Republiquei no Face e o retorno foi significativo. Transcrevo e farei um PS:

“Não sou inocente. Já passei, há muito, do tempo de acreditar em Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa e, menos ainda, nos ovos dele. Assim não embarco fácil em conversa fiada, papo furado e coisas do gênero. Acho perfeitamente normal que a presidente Dilma, e o seu antecessor e criador, indicassem, e indiquem, pessoas que se coadunem com os seus pensamentos políticos para o Supremo Tribunal Federal.

Claro que, por outro lado, deveríamos ter um Senado da República que exercesse com independência altaneira as suas atribuições. Verificasse, questionasse a fundo, as qualificações de notável saber jurídico e a vida pregressa daquele que o chefe do Executivo aponta como em condições de ocupar a nossa mais alta instância jurídica. No “juridiquês”: o “Excelso Pretório!” Deveria fazer o que os constitucionalistas denominam de “freios e contrapesos”. Falhou o Senado Federal quando da indicação do ministro Dias Tóffolli. Por desídia? Por conchavo com a Presidência? Sinceramente não sei, mas tudo se pode esperar de uma câmara alta que reconduz o notório senador Calheiros à sua presidência depois de ter sido flagrado por estar uma das empreiteiras, ora sob investigação, pagando a pensão de sua ex-amante e a da filha decorrente de tal relacionamento. Falhou, e muito! O então candidato não possui mestrado ou doutorado, e foi, por duas vezes, reprovado em concurso para juiz de Direito de primeira instância. Duas vezes! E nós? Nada fizemos durante o período de sabatina no Senado.

Arrisco dizer que nenhum de nós tem a mais mínima ideia de como procederam e votaram cada um dos três senadores de nossos Estados. Com igual certeza não sabemos qual foi a posição dos mesmos quando do retorno do “Galã das Alagoas” para a presidência da casa. Sei que estou sendo repetitivo. Você deve estar achando que sou, estou, obsessivo. Está certo!

Vejo tudo, o “Circo” sendo armado em cima de um quadro político dos piores, ou o pior, que já tivemos. Não pensemos que a demora na indicação do substituto do ministro Joaquim Barbosa foi casual. Não foi. Demorou para poderem fazer a “dança das cadeiras” no STF. Demorou para que a Segunda Turma, a que vai julgar o PeTrolão, esteja composta de acordo. Agora, que já acertaram lá dentro, trazem o nome de um advogado, de cujos predicados jurídicos falam bem, que é parceiro de movimentos, leia-se MST e congêneres, que apostam no conflito, na conflagração interna.

Essas montagens com uma base política da pior qualificação ético/moral, o aparelhamento da “Máquina do Executivo” e a “domesticação” do Judiciário fazem parte de uma articulação feita de forma lenta, calculada e objetiva com o fito de “matar” a “Democracia Burguesa” pela qual nunca tiveram nenhum apreço.

Lembro o jornalista Fernando Gabeira e o professor Daniel Aarão Reis dizendo que a luta armada não era em prol da Democracia, mas sim pela implantação da ditadura do proletariado. As ações são coerentes e funcionam com precisão. As cláusulas secretas dos contratos do BNDES, a destruição das gravações das reuniões do Conselho de Administração da Petrobrás, a liberação dos empresários presos na Lava Jato são partituras de um mesmo concerto, cujo “gran finale” é plenamente autoritário.

É hora de pressionar os nossos senadores por e-mail, telefone, carta de todos os modos possíveis. É hora de nos levantarmos das nossas poltronas e nos mobilizarmos. Democracia pressupõe atuação.

Depois não adianta “choramingar” no Facebook da vida!”

OS: Em 7/5/2018 

As condições, eram extremamente graves, agora o são ainda mais. Tivéssemos homens e de Estado poderíamos pensar em um governo de União Nacional que, congregado em torno de um Programa de Salvação Nacional, nos conduzisse ao desate do que nos emperra. 

Não os temos! Possuímos chefes de quadrilhas! O país desce ladeira abaixo e nenhuma das lideranças se importa. O Brasil vai sendo depenado e aos marginais instalados nos três poderes pouco importa, desde que garantam os seus nacos no assalto aos cofres públicos.

Sem pré-julgamentos. Não há como conduzirmos nada com um “governicho” onde o chefe e os principais ministros e assessores estejam envolvidos em grandes falcatruas.

Caminhamos para uma ruptura.

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