Causa ou consequência

Edição: 597 Publicado por: Kreitlon Pereira em 16/05/2018 as 10:40

 
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A polêmica série “Thirteen Reasons Why” retorna à Netflix com uma segunda temporada mantendo o debate da anterior

A segunda temporada de “Thirteen Reasons Why” estreia na Netflix dia 18 de maio. A série é um original da Netflix produzido pela cantora Selena Gomez e a primeira temporada estreou na plataforma em março de 2017. Apesar do seu conteúdo um tanto controverso, a produção teve enorme sucesso e foi indicada a diversos prêmios (como o Golden Globe de Melhor Atriz em Série Dramática por sua protagonista Katherine Langford). Em uma pesquisa divulgada pela própria Netflix, foi eleita a melhor série de 2017 pelos brasileiros.

A história da primeira temporada é uma adaptação do best-seller homônimo de Jay Asher e debate temas como suicídio, estupro, depressão e bullying. A série foi alvo de diversas críticas sobre o modo como tratou esses assuntos, tanto que chegou a ser proibida por autoridades no Canadá e na Nova Zelândia. Em resposta, a Netflix colocou um aviso em todos os episódios, feito pelos atores da série, que alerta sobre o conteúdo a ser apresentado. Os avisos serão mantidos nessa segunda temporada.

A história começa quando Clay Jensen (Dylan Minnette) recebe uma caixa de sapatos em sua porta. Dentro dela o garoto descobre sete fitas cassetes com os lados A e B gravados por sua antiga colega de classe Hanna Baker, que cometeu suicídio recentemente e pela qual era apaixonado. Nelas, a adolescente vai listar os 13 motivos por ter tirado sua própria vida, atribuindo-os a uma pessoa específica. Ao longo da primeira temporada, Clay ouviu todas as fitas e descobriu não só os motivos para o suicídio de Hanna, mas também que estava nessa lista.

A segunda temporada de “Thirteen Reasons Why” já não mais acompanha a história do livro. Concenta-se no processo movido pelos pais de Hannah contra a escola Liberty High, mas alguém tentará impedir que a verdade venha à tona. Além disso, as consequências do suicídio e dos relatos contados nas fitas em cada um dos personagens serão reveladas, tendo a personagem Jessica (Alisha Boe) como foco principal.

 

Longa vida aos zumbis

“Cargo” chega à Netflix para rever os conceitos dos filmes sobre apocalipse zumbi

No ano de 2013, o curta-metragem “Cargo” foi finalista do festival Tropfest, e despertou a atenção do público ao mesclar os dramas de um apocalipse zumbi e uma relação de amor incondicional entre um pai e sua filha. Após o sucesso no festival, a Netflix resolveu entrar a bordo na produção de um longa fiel ao original, mas muito mais detalhado que o precursor. Meses de trabalho depois, “Cargo” estreia no serviço de streaming dia 18 de maio, agora com o status de superprodução, mas sem se desconectar de suas origens.

O enredo de Cargo gira em torno de Andy, interpretado por Martin Freeman (“Sherlock”, “O Hobbit”), e Rosie, sua filha recém-nascida. Após um acidente de carro no meio do deserto australiano, Andy se contamina com o vírus que o transformará em zumbi. Então, inicia-se uma contagem regressiva: ele tem cerca de 46 horas até se transformar por completo, e precisa salvar sua filha, custe o que custar. Para não somente “encorpar” mais o filme, mas também dar um toque mais australiano, foi adicionada a personagem Thoomi (Simone Landers), uma aborígene de 11 anos que está em sua própria missão para salvar a alma de seu pai, que também foi infectado.

Apesar de se antagonizarem inicialmente, ambos percebem que só conseguirão completar seus objetivos se trabalharem juntos. O imenso contraste entre as culturas dá uma profundidade maior ao drama, além de reforçar o diferencial do filme: os zumbis servem apenas de pano de fundo para uma história muito mais densa. Além do enredo dramático, as filmagens em pleno deserto australiano agregam valor à produção. “Cargo” teria tudo para ser um forte concorrente ao prêmio melhor filme de apocalipse zumbi já feito – se tal prêmio existisse.

 

Perigo online

“You Are Wanted”, o maior sucesso da Amazon Prime na Alemanha, retorna com seis episódios inéditos e retrata os perigos da “deep web”

A exemplo da Netflix, a Amazon Prime Video começa a expandir suas produções originais para outros países. Em 2017 o segundo maior serviço de streaming do mundo lançou sua primeira série alemã, “You Are Wanted”, dirigida, produzida e estrelada por Matthias Schweighöfer (“Operação Valquíria”). Pouco tempo após sua estreia, o seriado se mostrou um fenômeno internacional e teve sua segunda temporada confirmada para o dia 18 de maio deste ano. “You Are Wanted” é um marco para indústria de entretenimento na Alemanha, pois trata-se do primeiro projeto do país a ser transmitido simultaneamente para mais de 200 países ao redor do globo.

Ao longo dos seis episódios que compõem a primeira temporada, o seriado acompanha a história de Lukas Franke (Matthias Schweighöfer), um gerente de hotel que tem sua vida virada do avesso após um grupo de hackers alterarem suas informações online com o objetivo de incriminá-lo pelo ataque cibernético que causou um apagão em toda Berlim. Suspeito de terrorismo, Luke se esforça para entender por que foi escolhido como alvo dessa armação, enquanto tenta provar sua inocência para seus amigos e família. Dessa forma, se une a Lena Arandt (Karoline Herfurth), uma mulher que também está sendo chantageada por uma misteriosa organização, e juntos descobrem que alguém da BKA alemã (Agência Federal de Investigações) pode estar por trás do ataque.

Com o “Burning Man”, um eficiente programa de coleta de dados através do qual qualquer pessoa na terra pode se tornar alvo de chantagens, parece que Lukas Franke finalmente retomará o controle de sua vida ao final da primeira temporada. Porém, nos novos seis episódios, o “ciber-pesadelo” continua. Assim como sua memória, o “Burning Man” desaparece, e sua única chance de manter sua família em segurança é encontrar a arma cibernética mais poderosa do mundo, e se tornar o dono do próprio destino.

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