Tudo tem seu preço.

Edição: 599 Publicado por: Marco Santos em 30/05/2018 as 08:15

 
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A paralização dos caminhoneiros com apenas dois dias e meio de duração demonstrou uma das graves vulnerabilidades estratégicas do país, entre outras importantes, consequência de decisões e gestão equivocadas de sucessivos governos desde Luís Inácio. Poder-se-ia retroagir um pouco mais, mas vou parar por aqui para não abusar da paciência dos leitores.

O Brasil pode ser facilmente paralisado.

Politicamente já está, desde o impedimento da petista Dilma e sua substituição por Michel Temer, do PMDB, tão (ou até mais) responsável pelo desenho do quadro atual de anomia ou mesmo de caos em alguns setores da gestão política – estratégica nacional.

O governo Temer não quis e, assim, não teve capacidade de empreender as medidas necessárias para colocar o Brasil no Século XXI, nas condições essenciais necessárias.

Faltou discurso com materialidade suficiente para convencer a sociedade da necessidade de importantes mudanças.

Temer não convence e como exemplo, não arrasta!

A chamada narrativa e seu controle, termos muito a gosto da mídia esquerdista, produzida por marqueteiros comprometidos com o processo de submissão, não teve suporte em decisões como redução de ministérios e de cargos comissionados. Não aconteceu o desaparelhamento do Estado, permanecendo no governo muitos dos visionários enviesados responsáveis pelo “status quo”. Réus em processos de apuração de corrupção permaneceram nos altos escalões da República. A economia anda de lado, tal qual caranguejo, e não reduziu o déficit público e o desemprego, consequentemente, mas aumentou a dívida pública.

No Congresso Nacional, excelências (avalio que nem merecem o pronome) escudam – se no foro privilegiado (ufa, recentemente modificado pelo STF) para tentarem salvar mandatos políticos putrefatos. Ainda tentam salvar carreiras buscando reeleição em outubro próximo. A população que se cuide.

Aliás, o trabalho legislativo foi e está sendo pífio, às vezes até cabotino. À guisa de exemplo, nossos parlamentares nem se deram conta de que o Brasil tornou – se um escravo digital, dentro do novo colonialismo mundial, agora tecnológico, e que escraviza corações e mentes. Mais uma grave vulnerabilidade estratégica.

Ainda quero acreditar que isto não tenha sido proposital.

Bem, a sociedade tem, na prática, dois meses para encontrar pérolas entre a imundície dos porcos. Ou sendo menos incisivo, separar o joio do trigo.

Se não souber eleger, o risco de ver o país piorar, além do que está, e o novo “slogan” para os moucos, possa ser “O Brasil voltou 50 anos em três!”.

No mundo atual, ficar parado é retroagir.

Qualquer semelhança com algo recentemente veiculado será mero exercício de lógica.

Vamos colocar o Brasil no Século XXI, por amor a nossos filhos e netos.

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