Está na ordem do dia

Edição: 600 Publicado por: Ney Fernandes em 06/06/2018 as 08:28

 
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Falar da Petrobrás, nunca é demais

A democratização do Judiciário é fundamental. Ela se soma à democratização dos meios de comunicação como objetivo indispensável para a restauração da Democracia no Brasil.

Estudos feitos, constatam que: as “multinacionais” sonegam quase dois trilhões de reais, por ano, no Brasil.

A Petrobrás adotou nova política de preços de combustíveis, desde outubro de 2015. A partir de então foram praticados preços mais altos, que viabilizaram a importação por concorrentes. A estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exportação de petróleo cru disparou enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou de 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA, que em 2015 respondia por 41% m do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil. Ganharam os produtores norte-americanos, os “traders” multinacionais, os importadores e distribuidores de capital privado no Brasil. Perderam os consumidores brasileiros, a Petrobras, a União e os estados federados com os impostos recessivos e na arrecadação. Batizamos essa política de “América first”. Os Estados Unidos, primeiro.

Diante da greve dos caminhoneiros, assistimos, lemos e ouvimos repetidamente na grande mídia, principalmente na Globo, a falácia de que a mudança da política de preços da Petrobras ameaçaria sua capacidade empresarial. É bom que a sociedade saiba que mudança na política de preços, com a redução dos preços no mercado interno, tem o potencial de melhorar o desempenho corporativo, ou de ser neutra, caso a relação dos preços nas refinarias seja significativa na medida em que a Petrobras pode recuperar o mercado entregue aos concorrentes por meio da atual política de preços. Além da recuperação do mercado perdido, o tamanho do mercado tende a se expandir, porque a demanda se aquece com preços mais baixos. A atual direção da Petrobras divulgou que foram realizados ajustes na política de preços com o objetivo de recuperar mercado, mas até aqui não foram efetivos. A própria companhia reconhece nos seus balanços, trimestrais o prejuízo na geração de caixa decorrente da política adotada.

Outra falácia repetida 24 horas por dia diz respeito a suposta “quebra da Petrobras” em consequência dos subsídios concedidos entre 2011 a 2014. A verdade é que a geração de caixa da companhia, neste período, foi pujante, sempre superior aos US$ 25 bilhões e compatível com o desempenho empresarial histórico. A Petrobras é uma empresa estatal e existe para contribuir com o desenvolvimento do país e para abastecer nosso mercado aos menores custos possíveis. A maioria da população quer que a Petrobras atue em favor de seus legítimos interesses, enquanto especuladores do mercado querem maximizar seus lucros de curto prazo.

Neste momento, solidarizo-me com os consumidores brasileiros e afirmo que é perfeitamente compatível ter a Petrobras forte a serviço do Brasil e preços dos combustíveis mais baixos e condizentes com a capacidade de compra dos brasileiros.

Queremos ainda dizer que se o Brasil tivesse governo, Pedro Parente já devia ser demitido, aliás, não deveria ter sido levado à presidência da Petrobras, por ser um fantoche do capital internacional, principalmente dos EUA, antes que o Brasil exploda.

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