Rambo saiu de SP e foi para o Texas

Edição: 600 Publicado por: Marcelo A. Reis em 06/06/2018 as 08:29

 
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Caro leitor;

Como diria a D. Dilma, os “malfeitos” de nossos políticos, cada vez piores, embrulham-me o estomago. Resolvi que não iria, ao menos hoje, falar deles. Falarei da ida do Rambo de São Paulo para San Antonio - Texas. 

Não se assuste! Não tirei o Rambo do Brasil para livrar a cara do “temer” e a dos seus asseclas. Claro que teria sido bom que o “herói”, à chibatadas”, os tivessem tirado da vida pública para sempre. Refiro-me a outro “Rambo”. O cachorro do André, meu neto caçula. Quem é cachorreiro sabe da integração dos bichos com os seus donos. É algo fantástico! Na minha infância tive a “Lolo”, uma linda Pastor Alemão, assim batizada em homenagem a Gina Lollobrigida, o símbolo sexual do cinema italiano que disputava a primazia com a Sophia Loren. Isto na década de 50. Nunca dela esqueci-me. Nos anos 80 tínhamos a Tuca que, em cena cinematográfica, salvou a minha filha Fernanda, à época com quatro anos, de morrer afogada na piscina. Todos temos algo para relatar, o do Andrézinho é um Bulldog, com cara de mau. Só cara! Bom ao extremo! Antes de falar Papai/Mamãe ou Vovô/Vovó, para a frustração de todos nós ele falou: “Mambo!” e olhava para a “fera”... Eis que por razões, profissionais o meu filho foi transferido para os EUA onde ficará uns dois anos. No meio da natural confusão dos movimentos de mudança. Passagens, conexões, moradia, pesquisar creche/escola lá fora, dar/ vender carro, móveis, louças; surge o fator Rambo. Fora de cogitação negociá-lo, embora pretendentes não faltassem. O jeito é levar! É da família. Pensou-se em deixá-lo, com o vovô Marcelão; Eu. Afinal sou uma referência afetiva para a outra “netinha peluda”, a Carmel, dos netos da filha primogênita. Mas, como separar os irmãos? Decisão tomada. Ele vai. Todas as providências legais/burocráticas/sanitárias são tomadas. Uma odisseia!

Por diversas razões, desde características da raça, propensa a síncopes cardíacas na altitude, só uma companhia faria o traslado. Assim mesmo via Alemanha. Escrevi em maiúscula para não haver dúvidas. Voaria para a Europa e, de lá, para o Texas! Cumpridas todas as formalidades, a companhia de aviação resolveu refugar, com receio de que um choque térmico entre as temperaturas daqui, de Hamburgo e do Texas, pudesse matar o bichinho. Voltamos à estaca zero! A família toda lá e o Rambo aqui. Fazer o quê?

Buscam-se alternativas. Finalmente vai o “intrépido agente” soberbo, firme e sereno para Bogotá, daí voa para a Cidade do México/Monterrey de onde, por via terrestre, foi trasladado para o encontro de “sua família.” Mais de dois meses separados! Estávamos a ponto de convocar a ONU, a Agência Internacional de Refugiados, para assegurar o direito de reunião familiar. 

Indescritível a alegria dos irmãos, Rambo e André!

É uma estorinha boba de um vovô bobo/babão.

É uma estória simples, mas que nos alivia dos tempos amargos que estamos vivendo...

Viva o André!

Viva o Rambo!

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