Juntos pela última vez

Edição: 600 Publicado por: Kreitlon Pereira em 06/06/2018 as 11:33

 
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Episódio final da superprodução Sense8 estreia mundialmente na Netflix dia 8 de junho

No dia 8 de junho, a Netflix disponibilizará o último episódio de “Sense8”, produção original da plataforma que teve seu cancelamento anunciado em 2017, simultaneamente à estreia de sua segunda temporada. A série lançada em 2015 foi um fenômeno no Brasil e contou até com um episódio filmado na parada LGBT de São Paulo. Mesmo assim, a Netflix optou por encerrá-la alegando problemas de audiência, já que a superprodução de US$ 200 milhões por temporada não teve o retorno esperado. Entretanto, “Sense8” conquistou o público de uma forma imprevisível no Brasil. Muito por conta da “fanbase” brasileira, houve uma mobilização significativa para que algo a mais fosse feito pela trama. Com isso, a Netflix prometeu um último capítulo para dar fim à série.

“Sense8” conta a história de oito pessoas de nacionalidades diferentes que, apesar de não se conhecerem, são conectadas pela mente. Com o passar dos episódios, o laço entre os membros desse grupo se fortalece, e a combinação das habilidades dos oito torna cada indivíduo praticamente invencível. Eles, porém, sofrem ameaças de um cientista conhecido por “Whispers” (sussurros), determinado a pôr fim a essa conexão e caçar todos os humanos que possuem essa habilidade. Muito mais que apenas uma ficção científica, com seus personagens divertidos e complexos, a série também passa uma mensagem de inclusão. Como exemplo disso está Lito (Miguel Ángel Silvestre), que, ao longo dos episódios, personifica o drama de assumir-se homossexual, e de Nomi (Jamie Clayton), que passa por todos os desafios vividos por uma pessoa trans. Essa mensagem de respeito e aceitação foi determinante na conquista da audiência, que certamente tem um carinho especial pela produção.

O especial de duas horas de “Sense8” foi apresentado com exclusividade para o público brasileiro no dia 1º de junho, durante um evento na semana do orgulho LGBT em São Paulo. Oitocentos fãs tiveram a oportunidade de ver o episódio final com o elenco da série no Memorial da América Latina. Com muita ação e referências marcantes das duas temporadas anteriores de “Sense8”, a história se encerra com a última aventura dos oito personagens e promete emocionar aqueles que apoiaram essa jornada de três anos.

 

Todos querem amor

Novo filme original da Netflix, “Alex Strangelove” utiliza-se da comédia romântica para tratar de temas sérios com os adolescentes

Não é de hoje que a indústria cinematográfica começou a abordar os questionamentos dos adolescentes sobre a própria sexualidade. Em sua maioria, esses filmes tendem para um lado mais trágico e conflituoso do jovem que se assume como homossexual em uma sociedade preconceituosa. Porém, com o lançamento de “Love, Simon”, esse personagem assume seu protagonismo de maneira diferente e resgata a típica comédia boba adolescente de maneira leve e divertida. No dia 8 de junho chega à Netflix o filme “Alex Strangelove”, uma resposta da plataforma de streaming para esse novo cenário, que além de tratar a inclusão e o respeito de forma mais natural e cômica, tem se mostrado extremamente lucrativo.

Alex Truelove (Daniel Doheny) tem uma vida escolar perfeita. É presidente do corpo estudantil, tem notas invejáveis, um grupo de amigos incríveis e Claire (Madeline Weinstein), sua namorada, com quem grava vídeos para internet. Apesar de estarem em um relacionamento há oito meses, Alex não sente uma atração sexual por Claire, e sempre arranja uma forma de se esquivar das investidas da jovem. Um dia, seus amigos decidem arrastá-lo para uma festa, onde conhece Elliot (Antonio Marziale), um charmoso e cativante garoto que vive do outro lado da cidade e é assumidamente gay. Desde o início, o rapaz deixa evidente sua atração por Alex, que não se sente nem um pouco incomodado com isso. Algo que o leva a questionar a própria sexualidade.

“Alex Strangelove” conta com a direção de Craig Johson (“The Skeleton Twins” e “Wilson”) e a visibilidade oferecida pela maior plataforma de streaming do mundo para mandar uma mensagem de amor e aceitação para os jovens de todos os lugares. Dessa forma, em tempos em que uma visão mais liberal das opções de sexualidade convive com uma radicalização do preconceito, essa produção original da Netflix oferece um diálogo honesto sobre o que é ser jovem nos dias de hoje.

 

Degraus da morte

“The Staircase” chega à Netflix em 13 episódios para contar sobre as consequências de um possível assassinato

A expressão “Ela caiu da escada” é usada com frequência para “mascarar” agressões domésticas. Curiosamente, muitos casos de homicídio também são arquivados pela mesma justificativa. Agora, será que vale também o contrário? Segundo o escritor Michael Peterson, foi isso que aconteceu no caso dele. Nesse espectro, o documentário “The Staircase”, que estreia na Netflix dia 8 de junho, irá contar as histórias da batalha judicial de Peterson para provar sua inocência. O escritor foi acusado de assassinar sua mulher, que foi encontrada morta na escada de casa.

A produção original Netflix contará com diversas imagens do julgamento, análises de legistas e entrevistas, inclusive com os filhos do casal. Fica claro pelos registros que os familiares estão indubitavelmente do lado do pai, que afirma ao longo das entrevistas que sofre uma perseguição criada pela Procuradoria. Apesar disso, o outro lado da “guerra” afirma ter provas contundentes de que Peterson efetivamente matou a mulher. Com isso, o escritor foi sentenciado a cumprir 16 anos de prisão em 2001. E “The Staircase” conta tudo que aconteceu nesse período, com um nível de minúcia incomum.

A quantidade de informações desse caso é tamanha que o documentário foi dividido em 13 episódios. Dado que a maioria das produções do gênero é segmentada em no máximo quatro partes, “The Staircase” entrará no catálogo da plataforma de streaming quase que com “status” de seriado. Dentre os aspectos mais importantes no “currículo” da produção está Jean-Xavier de Lestrade, diretor da obra. Lestrade segue um padrão nos diretores por trás de documentários Netflix: buscar alguém já prestigiado no nicho a ser explorado. O francês ganhou um Oscar por dirigir “Um culpado ideal”, filme de 2001 sobre uma condenação injusta de um jovem negro de 15 anos.

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