Violência doméstica:  Brasil

Edição: 601 Publicado por: Marilda Vivas em 13/06/2018 as 08:19

 
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Estudos recentes realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que 36,9% e 28,9% das mulheres residentes em áreas rurais e urbanas, respectivamente, declararam ter sofrido violência física e/ou sexual por parceiro íntimo pelo menos uma vez na vida.

Um outro trabalho, que comparou as taxas anuais de mortalidade de mulheres por agressões no Brasil, nos períodos de cinco anos antes e depois da vigência da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), indica que não houve redução significativa. As taxas de mortalidade foram, respectivamente, 5,28 (2001-2006) e 5,22 (2007-2011) por 100 mil mulheres.

Mais recentemente, a divulgação do estudo “Violência por parceiro íntimo: perfil dos atendimentos em serviços de urgência e emergência nas capitais dos estados brasileiros”, das pesquisadoras Leila Posenato Garcia, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e Gabriela Drummond Marques da Silva, da Universidade de Brasília (UnB), aponta que indivíduos do sexo masculino foram os responsáveis por agressões contra 97,6% das vítimas do sexo feminino.

A pesquisa, publicada no volume 34 dos Cadernos de Saúde Pública (abril/2018), baseou-se em dados obtidos do inquérito que compõe o Sistema de Vigilância de Acidentes e Violências (VIVA Inquérito), realizado em 86 serviços de urgência e emergência de 25 capitais, em 2014. Foram incluídos todos os 506 casos de violência por parceiro íntimo, 69,9% do sexo feminino e 65% de 20 a 39 anos de idade. Em ambos os sexos, predominaram pessoas de cor da pele negra (70% no feminino e 82,8% no masculino, p = 0,005). A ausência de atividade remunerada foi mais frequente entre indivíduos do sexo feminino (50,4%), em relação ao masculino (24,1%), enquanto o consumo de bebida alcoólica foi mais frequente no sexo masculino (47,9%) em comparação ao feminino (21,9%) (p < 0,001). O meio de agressão mais frequente entre as vítimas do sexo feminino foi força corporal/espancamento (70,9%), seguido por objeto perfurocortante (14,5%), enquanto naquelas do sexo masculino, foi objeto perfurocortante (48,7%), seguido por força corporal/espancamento (31,6%). Indivíduos do sexo masculino foram apontados como agressores por 97,6% das vítimas do feminino e 11,8% do masculino (p < 0,001). A residência foi o principal local de ocorrência das violências (69,6% no sexo feminino e 74,4% no masculino; p = 0,622). A maioria das vítimas era do sexo feminino, enquanto o sexo masculino se destacou entre os agressores. Outra informação trazida pela pesquisa é que, mesmo a literatura evidenciando a predominância do sexo masculino entre autores, as mulheres também são perpetradoras de violência contra parceiros íntimos, mais frequentemente em situação de autodefesa. Esse tipo de violência também ocorre em relações íntimas entre pessoas do mesmo sexo. Nesse sentido, as diferenças encontradas entre os sexos possivelmente refletem padrões culturais e evidenciam a necessidade de investigar o gênero, além do sexo biológico.

Para as autoras, os achados deste estudo reforçam a relevância da violência por parceiro íntimo como problema de saúde pública no Brasil. “O VIVA Inquérito, assim como outras pesquisas conduzidas pela vigilância em saúde e os sistemas de informação em saúde, são ferramentas essenciais que possuem grande potencial para a realização de estudos cujos resultados podem subsidiar a criação e o melhoramento de políticas voltadas ao enfrentamento das violências. Os profissionais da saúde, inclusive dos serviços de urgência e emergência, podem identificar situações de violência e encaminhar as vítimas para atendimento especializado, caso seja identificada situação de potencial agravamento da violência. Reitera-se a necessidade de ações mais efetivas e multissetoriais para a prevenção da violência entre parceiros íntimos no Brasil que considerem as características das vítimas, incluindo políticas voltadas ao enfrentamento do álcool, que aparece associado a diversas manifestações de violência.

Saiba mais sobre esse tema acessando http://cadernos.ensp.fiocruz.br.         

 

Como? Como! Como.

Se como manifestações culturais as festas populares contribuem para a afirmação da identidade cultural das comunidades locais, reforçando a diversidade cultural e atraindo expressivo número de turistas, em um dado momento elas passam a atrair, também, um outro tipo de clientela que em nada se confunde com o turista.

O cheiro do povo! Ah, o cheiro do povo! Como faz falta! Como faz bem!

Como!? Como!? Como!?

Como “mercadoria”, ora pois, pois! Como produto de consumo, transformado em espetáculo assistido por gostos alheios, como não!?

Ah! Esse Brasil das eleições é uma festa só. Nele a expressão “arre-égua” já não faz tanto sentido assim.

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