A Copa; o tango/a tragédia e o Tite na Presidência da República

Edição: 604 Publicado por: Marcelo A. Reis em 04/07/2018 as 09:22

 
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Caro leitor; 

Em época de Copa ela é o assunto. Uma paixão mundial. Ainda bem, nos ajuda a respirar um pouco. São tantas coisas ruins acontecendo que o futebol é um analgésico eficaz. Nos alivia, ainda que, por curto período. É o tempo de esquecermos dos (des) governos que vimos tendo há tempos. Muitos têm buscado a explicação definitiva. Não conseguem. Eu então..., não me arrisco. Vou mais nos atos mais do dia a dia e, como homem comum, faço as minhas “Reflexões” aqui com Você. Ainda sou do tempo em que brasileiro que se prezasse nunca, jamais, torceria a favor dos “hemanos argentinos” e nem eles por nós. Os “macaquitos”. Espantado?!?! É! Os portenhos consideravam-se “Europeus”, “brancos” e não davam papo para nós e nem para os “Cabezitas negras”, latino-americanos de descendência indígena; cabelos pretos. Tudo isso foi passando. A Guerra das Malvinas, mostrou que, mesmo retórica, era conosco que poderiam contar. Os EUA na hora H ficaram/ficam/ficarão fechados com a Inglaterra e todos nós “cucarachos”, independentemente de falarmos espanhol, português, aimará, quechua etc., etc. e tal, que nos lasquemos. Voltando à Copa, vimos que se os europeus, leia-se Alemanha, Inglaterra, Itália, e nós, em especial Brasil e Argentina, éramos os tais; os bons, os ótimos, os espetaculares tal vem mudando. Novas forças surgiram, consolidaram-se e têm crescido. Na Ásia vemos o Japão com sua notória e proverbial dedicação, calma, persistência e organização evoluindo cada vez mais. A Coreia mandou a Alemanha de volta para casa! Foi para os “tedescos” o que o 7 x 1 foi para nós...

Aqui, “en nuestra America Latina” a Colômbia de há muito vem “prometendo”, a heróica “Celeste Olímpica Uruguaya” ressurge, ressuscita causando-nos preocupação (parênteses: sou traumatizado do “Maracanazo” de 1950). Aí entra o tango e seu lado trágico, explosivo e romântico. Não é à toa que portenhos e “orientales” disputam a sua “invenção e precedência”. Para mim pouco importa. Sou um franco admirador independentemente se surgiu na Argentina ou na margem leste do rio da Prata. Sem querer rir da desgraça alheia, os argentinos, nesta Copa viveram e mostraram o lado trágico. Foram mandados de volta e de forma... Confesso que evoluí. Torci pelos “hermanos”. A proximidade, muitos amigos e vizinhos. Silvia Ojeda, seus pais Don Victor (paraguaio) e Doña Ester (porteña). Susana e Sergio Sapir, Sr. Luis e D. Sarah, Bibi Talevi, Bia e Graziela Pagliaro. A lista é infinita... Conheci o país e aí a rivalidade subdesenvolvida cedeu lugar ao carinho e à admiração.

Os “castilhanos”, com Suarez e Cavani, estão ficando, vencendo. É o lado heroico do tango. Enfatizo, lembrando-lhes o acento, são “héroes”! “Viven heroicamente”! 

E nós? Temos os melhores valores individuais e o Tite com firmeza e brandura, inteligência e bom senso conseguiu formar um grupo coeso e que vem crescendo. 

Sonho com a taça! É viável!

Torço! Torço muito!

Escrevo antes da partida contra o México. Os aztecas, como diria o Jorge Cury na Rádio Nacional, evoluíram bastante, têm ótimos valores e um técnico, o colombiano Osório, muito competente. Espero que não sejam para nós o que foram os coreanos para os alemães. Bato na madeira e rezo! Muito!

Vendo o Tite na TV, ponderado, e equilibrado, cercado por pessoas sérias. Falando de maneira simples, formal e didática, sem gesticulações de ilusionistas de quinta categoria. Ao contrário do “temer”, o minúsculo, nunca se soube de qualquer envolvimento dele com pilantras e picaretas dos mais diversos naipes e quilates. nunca precisou blindar-se ou a algum auxiliar, leia-se Moreira Franco/Padilha, para escapar da Justiça. Não tem laranjas, tangerinas, limas ou que fruta seja e nem de ninguém, civil ou soldado de Polícia ou coronel da PMSP para ocultar os seus negócios. Não é amigo do Gilmar, do Tofolli e tantos mais, não vive de conversinhas fora da agenda, pelas madrugadas, com o “Aecim”, o Joesley, o Gedel, o Eduardo Cunha, Jucá, Barbalhos e mais uma lista interminável...

Repito, antes da partida, que espero vençamos (de novo bato na madeira: toc-toc-toc), independentemente do resultado, lanço: Tite para presidente da República Federativa do Brasil!

Até a próxima...

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