Bolsonaro e Brizola / Respondendo ao Deputado

Edição: 610 Publicado por: Marcelo A. Reis em 14/08/2018 as 08:50

 
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Caro leitor,

Tanto tenho falado no deputado Jair Bolsonaro que, já contei, dizem-me “bolsonarista”, etc., etc. e tal.

Recebo um chamado de um amigo “Brizolista” como o sou, questionando-me estar apoiando o deputado, “logo você que, até onde sei, continua Brizolista?!”. Pela milionésima vez relato o que acho do quadro eleitoral. Comento que os “cardeais” da imprensa estão dando voltas para admitir a vantagem do Bolsonaro que há muito anuncio aqui. Como oriundo da classe média baixa, sente/fala o que o povo está vivendo e compreende o que diz. Não fica discorrendo sobre o modelo eleitoral alemão que o Alckmin adora falar e que pouquíssimos sabem do que se trata. Diz o que o cidadão comum precisa e quer saber. Segurança, Saúde, Trabalho/Emprego e Renda. Fala das quadrilhas (no plural) que se apossaram do Poder. Não estou, ainda, falando sobre o conteúdo. Digo que aborda, de maneira clara, o que a população quer/precisa ouvir. O faz simples e coerentemente. Assim o era o governador Brizola. Sensibilidade para as necessidades do povão e verbalização compreensível.   

Sei que deve estar achando que surtei, que estou misturando alhos com bugalhos. Nem uma e nem outra.

Não surtei e nem misturo as coisas!  O Brizola tinha claro que 1964 fora um momento agudo do golpismo brasileiro, em que haviam duas propostas autoritárias. Disse-me: “era o golpe deles ou o nosso”, mas tinha clara compreensão, carinho e respeito pelas Forças Armadas, em especial pelo Exército. Quando nos conhecemos, em Nova Iorque - 1977, disse com seu sotaque característico que via o “Ixército como o grande elemento vertebrador da Nação”. Nenhum militar discordaria de tal afirmação. Era um profundo admirador dos colégios militares pela qualidade do ensino, organização e disciplina. Era ele Brizola, um fruto do ensino público de qualidade. Com imenso sacrifício, diria sobre humano, formou-se engenheiro. Com certeza não conseguiria se o fosse em curso privado. Da mesma forma, não fossem, a Escola Preparatória de Cadetes e a AMAN, instituições de ensino público de qualidade em tempo integral o Jair Bolsonaro e o seu irmão Renato não teriam tido condições de cursar e concluir um curso de nível universitário... 

Vi o Brizola tomar todas as pauladas do Sistema “Global”, começando pelo “Escândalo Proconsult” de fraude eleitoral na eleição de 82 prosseguindo com todas as calunias e difamações possíveis e imagináveis. Tudo aquilo que denunciou está, com tempo, sendo comprovado... O solapamento da família, a desintegração nacional, a liquidação do nosso patrimônio na bacia das almas... 

Inventaram, e repetiram à exaustão, que “proibiu a Polícia de entrar nas comunidades”. Mentira! Nunca o fez! Queria sim, exigia, que os agentes policiais observassem nas favelas os mesmos preceitos legais que “no asfalto”. Faço tal afirmação como um testemunho autorizado de quem foi, por quatro anos, no primeiro Governo Brizola, membro efetivo/titular do Conselho de Segurança do Estado do Rio de Janeiro.

Repito nunca o Brizola proibiu a Polícia de entrar em comunidade! Eu estava lá!

Tal mentira, de tão repetida, adquiriu foros de verdade e até hoje dizem isso.

O deputado Bolsonaro tem sido muito atacado, digo (sem ser ainda seu eleitor) de maneira covarde e cruel pelas mesmas forças. O amigo lá de cima, o que questionou-me por, suposto, “bolsonarismo”, enviou me um vídeo em que o candidato Bolsonaro, no Rio de Janeiro, na Sociedade Hebraica, afirma que a insegurança começou com o Brizola que “proibiu a Polícia de subir morro”.

Não é verdade deputado! O senhor está repetindo uma mentira! É mentira, assim como mentem ao dizerem ter sido o senhor “expulso do Exército”. Sei que não o foi. Sei que o senhor foi transferido para a reserva, de acordo com a Lei, quando diplomado vereador no Rio. 

O Brizola, com a verve dele, dizia que, na dúvida, olhasse para que lado pendia a Globo e corresse para o lado contrário. Estava, até, tendendo ao Bolsonaro (rsrs), mas...

Até a próxima.

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