Eleições 2018

Edição: 617 Publicado por: Marilda Vivas em 03/10/2018 as 09:16

 
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Um grande momento de afirmação da luta pelas liberdades democráticas em nosso país. Eis como estão sendo consideradas as manifestações da campanha #EleNão convocada pelas mulheres contra a ofensiva fascista que vem se desenvolvendo no Brasil e que está colocando em risco todos os valores humanos, democráticos e sociais de nossa sociedade, mediante a ascensão da ultradireita no país e no mundo.

Na prática,  cidadãos e cidadãs de diferentes opções partidárias, com evidente preponderância dos partidos de esquerda, de movimentos sociais, organizações de lutas de mulheres, juventude, negros e negras, coletivos LTBTI, grupos culturais, artistas, intelectuais, sindicalistas e inúmeras representações da classe trabalhadora e do povo foram às ruas, no último 29 de setembro, para dizer não ao fascismo e ao retrocesso que o projeto neoliberal do candidato à presidência, Jair Bolsonaro, do PSL, representa.

Em Valença, a manifestação, de caráter suprapartidário, não fugiu a essas características. Sem dúvida, foi um ato marcado pela animação, palavras de ordem e leitura do manifesto “Pela democracia, contra a intolerância”.

Já os cartazes e os pirulitos presentes na manifestação fizeram menção ao retrocesso e, também, às medidas postas em prática pelo presidente Michel Temer (MDB), como a reforma trabalhista e a EC-95, que ficou conhecida como a PEC do Teto dos Gastos. Por outro lado, pautas propositivas, como a defesa da saúde pública e o combate à violência contra as mulheres, ao racismo e à lgbtfobia, além da defesa dos direitos trabalhistas, não ficaram de fora. Nem mesmo a vereadora e ativista de direitos humanos Marielle Franco, morta há seis meses e meio, foi esquecida. Lembrada em muitos dos atos realizados pelo país, Marielle representa o dia a dia de resistência das mulheres brasileiras, principalmente das negras e periféricas.

Como seria de esperar, o #EleNão foi um ato pacífico e contundente em demonstrar que só o parlamento não basta.

No próximo domingo, as eleições, por fim. 

 

Maritacas

A impressão que tenho é que são milhares ocupando graciosamente o telhado de minha casa. Bonitas e barulhentas. E que facilidade têm de passar por pequenas frestas! Desconheço se a prefeitura de Valença, por meio a Secretaria de Meio Ambiente, orienta como proceder com as maritacas que invadem os telhados das casas. Sei que as aves sofrem com a retirada de seus ninhos.

Vedar os vãos das telhas e assim evitar que as maritacas usem os forros para construir ninhos e criar filhotes, danificando fios elétricos, estruturas de madeira, além dos barulhos à noite é o procedimento normal. Mas, o que fazer ao encontrar um ninho ou filhotes em risco de morte? Algo a ser pensado.

 

Ruas esburacadas

É de estarrecer o estrago feito nos trechos de ruas que sofrem a intervenção de obras da Cedae. Desrespeitoso acima de qualquer possível entendimento. O ser humano que por ali trafega, não conta. Os carros e as pessoas dentro dos carros que por ali trafegam, também não contam. De igual modo, os ônibus e os passageiros que não podem fugir daquele itinerário, são ignorados em gênero, número e grau. Felizes os que podem voar.    

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