Exposição “Chega de Saudade

Edição: 618 Publicado por: Marilda Vivas em 10/10/2018 as 09:45

 
Leitura sugerida

Uma exposição inédita de Rosinha de Valença (1941-2004) promete sacudir o cenário cultural da cidade, nos próximos dias. Nela, o visitante vai encontrar uma parte inédita do acervo da violinista, cantora, compositora e produtora musical materializado em fotografias, vídeos depoimentos, recortes de jornais e cartazes anunciativos de shows que ela fez ao longo de sua carreira e muito mais. A exposição está inserida na programação da Feira Cultural de Valença. Maiores detalhes, nessa mesma edição. Período: 12, 13 e 14 de outubro. Local: Pavilhão Leoni. Largo da Catedral. Das 18h às 22h. Evento gratuito. Curadora da amostra: Solana Rovena.

 

Eleições 2018

Joênia Wapichana - deputada federal/2018

Joênia Wapichana (REDE) é a primeira mulher indígena eleita deputada federal, no Brasil. Natural do estado de Roraima/RO, também é a primeira indígena do Brasil a exercer a profissão de advogada e a litigar em defesa dos direitos indígenas. Outro ineditismo seu foi ser a primeira advogada que advém de povos originários a se pronunciar na tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF) na defesa da demarcação do território originário dos Macuxi, Wapichana e Ingaricó, constituído pela reserva Raposa Serra do Sol.

 

Perfil

Joênia Batista de Carvalho (43a), da etnia Wapichana, nascida na comunidade do Truaru, zona rural de Boa Vista, é militante do movimento indígena de Roraima desde a adolescência. Como tal, coleciona premiações e reconhecimentos. Um deles é o Prêmio Reebok, que conquistou em 2004, pela sua atuação na defesa dos direitos humanos. Em 2010, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura. Também foi a primeira indígena a chegar ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultor da Presidência da República, sendo indicada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidir a Comissão de Direitos dos Povos Indígenas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ela se formou em Direito na Universidade Federal de Roraima, em 1997, e é Mestre em Direito Internacional pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Esta é a segunda vez que um indígena chega à Câmara dos Deputados. O primeiro foi Mário Juruna, pelo PDT, em 1982.

 

Sugestão

Está disponível no YouTube a versão integral da palestra proferida pelo filósofo e professor Leandro Karnal, em Jundiaí, no dia 5 último. O texto de divulgação deste evento, reproduzido abaixo, dá a exata noção do seu conteúdo. Fica a sugestão. 

    “O século 19 falava na morte de Deus e o século 20 enfatizou o vazio de sentido. A fé customizada e pouco desafiadora dominou o século 21 ao lado da emersão de uma nuvem tecnológica que paira sobre todos como o espaço intangível da sociabilidade e da existência. Seria um risco fenomenológico classificar a internet como o novo espaço do sagrado e do sentido? Quem seria o homem religioso do mundo líquido? Qual o espaço específico do Cristianismo no “Admirável mundo novo”? (www.institutocpfl.org.br/)

 

Efeito Lava Jato

As urnas rejeitaram, de modo inequívoco, filhos e filhas de políticos tradicionais. Caciques do Senado e das Assembleias Legislativas, federal e estaduais, também ficaram de fora. Mas, não todos, ainda. Ao contrário de cidadãos comuns, antes da execução de uma eventual pena, senadores e deputados só podem ser presos em flagrante e por crimes inafiançáveis. Daí o cargo ser uma tábua, não tão frágil assim, de salvação para eles, e uma carga de penação para nós cidadãos de segunda categoria. E assim caminha o país.  

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