Um murro no meu peito e na Democracia 

Edição: 619 Publicado por: Marcelo A. Reis em 17/10/2018 as 08:52

 
Leitura sugerida

Caro leitor;

Há muito escrevo aqui pregando uma ampla conciliação nacional. Cheguei a sugerir uma versão tupiniquim do Pacto de La Moncloa; como o original espanhol que, abrangendo todo o arco político ideológico daquele país, criou as bases para implantação da Democracia. Você dirá que lá havia um Rei que, acima das paixões partidárias, moderava e coordenava o processo. É verdade! Por essa razão pedi alguém que transitasse acima e por todas as legendas partidárias e instituições públicas. À guisa de provocação, de instigação, sugeri o ex-ministro Nelson Jobim. Foi parlamentar, juiz da Suprema Corte, ministro da Justiça e da Defesa. Legislativo, Judiciário e Executivo. E o foi em governos PTistas e PSDBistas. Nada! O processo político radicalizou-se. A “Luta Fratricida”, literalmente, adentrou nos círculos de amizades e nas famílias.  Estamos vivendo tempos em que aquele que não estiver posicionado exatamente igual a mim é meu inimigo. Tem que ser aniquilado! 

Fiz esta introdução para relatar algo que se passou comigo. Há um bom tempo não ia ao Rio de Janeiro, cidade que amo, onde vivi a maior parte da minha vida, onde possuo muitos amigos, interesses profissionais e familiares. Esta semana lá estive. Feliz da vida fui com a minha filha caçula buscar a neta no colégio.  Íamos conversando, rindo, vejo na nossa calçada, vindo em sentido contrário, um ciclista. Um jovem “sarado”, fortão. Um “Hulk”! Sinto uma forte pancada e percebo ter levado um soco no peito. Ainda atordoado olho para trás e, vitorioso, ele gritava, esbravejava: “Caras como você eu trato na porrada! Essa porra aí no seu peito tiro à tapa”. 

As pessoas à minha volta logo perceberam do que se tratava. Referia-se a uma praguinha grudada na minha camisa. Os peões de uma obra logo solidarizaram comigo. “Deixa ele vir que a gente quebra ele a pau!” O agressor fugiu ao ver as pessoas congregando-se ao meu redor. 

Minha filha, muito nervosa, gritava ser ele um covarde por agredir a um idoso e ainda mais, traiçoeiramente. Queria que eu tirasse a “praguinha” do meu candidato. Não o fiz. Seria um absurdo não poder transitar livre, pacificamente, pelo Leblon, bairro nobre da sempre “minha” cidade. Fui embora... 

Confesso que atordoado quanto ao ponto a que chegamos...

Em tempo, já disse aqui que optei pelo Candidato 17 - Jair Bolsonaro. A praguinha só tinha o número 17!

Fiquei pensando, divagando, “viajando” como seria o comentário “isento” da facciosa Mirian Leitão no Bom Dia Brasil caso fosse noticiado... seria algo do gênero (rsrs!): “Assistimos hoje, Chico e Ana, a um ato de provocação praticado por alguém que, ao menos pela idade, teria que ter moderação. Um idoso, acintosamente, provocativamente, saiu pelas ruas, aqui do Leblon, com um emblema do candidato Jair Bolsonaro grudado na camisa. Claro que com o intuito de provocar. Eis que um digno jovem, valente, corajoso, revidou com um murro no peito do provocador. Não sou favorável à violência, mas existem momentos... Fez muito bem!” 

Serenidade a todos!

Brasil acima de tudo!

 

Até a próxima.

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