Estamos aí

Edição: 620 Publicado por: Ney Fernandes em 24/10/2018 as 10:05

 
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A pressão internacional a favor da candidatura de Lula, não para de crescer, prova do fracasso da Justiça e da política externa na tentativa de legitimar o golpe.

A violência em Roraima mostra como se alimentam a intolerância e o fascismo em qualquer lugar

 

Estamos aí, para dar o nosso voto de consciência e não aquele que querem dirigir a candidato que se apresenta truculento, cria o efeito barbárie, humilha e ofende as mulheres e será incapaz de governar o Brasil. Não podia ser diferente quando ouvimos falar que parte do empresariado brasileiro, abraça a via alternativa fascista e não podíamos deixar de comentar no calor da notícia, os fatos que vêm acontecendo.

O Brasil está num processo acelerado de reorganização política e social. Se o golpe desembocou o país neste cenário presente, tão convulsionado e tomado de incertezas judiciais, ele também jogou o Brasil num obrigatório e irreversível encontro consigo mesmo.

E quando o Brasil procura se encontrar, o que vemos na telinha de televisão: um desfile de candidatos, com rara exceção, que se apresentam, incapazes, incompetentes, com as mesmas propostas que já vêm sendo feitas há longos anos em campanhas eleitorais, então prometem: Vamos criar uma saúde de qualidade, as filas não existirão jamais, o remédio não faltará, todos os exames serão atendidos imediatamente, a educação será criativa, os alunos terão toda assistência, terão toda cobertura do governo. A violência será combatida com todo rigor, e de perto, para evitar uma grande mortandade tanto de um lado como de outro, o saneamento básico é uma necessidade urgente, inclusive, como um fator de saúde, o programa da casa própria será retomado; você já ouviu todas essas promessas, e muito mais, não! Se estes candidatos, que se propõem a resolver os problemas do povo, por que antes de ir para a televisão e falar tantas sandices, por que não começam no seu bairro a organizar a população? Se todos aqueles que estão prometendo tanta coisa necessária, precisam saber que, se o povo estiver organizado, é possível conseguir e levar adiante, as reivindicações da comunidade.

Mas não é isso que os postulantes a cargos eletivos querem e esperam: se eleger para enriquecer, e depois, ficam um, dois, cinco mandatos e, não é só isso, hoje, diversos deputados estão elegendo seus filhos, tios, irmãos etc. pois é mais fácil ganhar exercendo um mandato do que trabalhar na iniciativa privada. Cria-se um bando de incompetentes que só sabem ganhar salários dos impostos que pagamos. É bom, não!

Historinha: O Sebastian, lá na Inglaterra, tinha três filhos: John, Albert e Afrânio. Sebastian tinha uma indústria que crescia sempre e precisava que todos os filhos trabalhassem, mas Afrânio não se dispunha a trabalhar na indústria. Diante da situação e que passou a preocupar o pai e os dois irmãos, concluíram que Afrânio não podia ficar sem trabalhar e começaram a pensar num serviço que pudesse interessar a Afrânio. Nada interessou! Bem, só tem um jeito, vamos candidatá-lo a deputado. E assim fizeram e Afrânio se acomodou.

Chegou o Natal e houve a reunião da família. Conversa vai, conversa vem, o Sebastian falou do crescimento da empresa e que estava muito satisfeito. Afrânio então perguntou: quanto a fábrica rendeu durante todo ano? O que Sebastian falou que ganharam, trabalhando muito, Afrânio deu um sorriso maroto e disse: o que vocês ganharam num ano, ganhei três vezes mais com o meu mandato de deputado e estou ficando rico. É isso meus irmãos e meu pai.

Veja bem, o Brasil está cheio de Afrânio; Acredito que mais uma vez, não vamos encher o Parlamento de Afrânio! Será! Ainda tenho dúvidas.

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