É sério. É real.

Edição: 622 Publicado por: Marilda Vivas em 07/11/2018 as 09:20

 
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Foi bem assim

O melhor da semana tenebrosa pós-eleição foram os abraços dados e recebidos.

 

Que conserto foi esse?

Acintosas são as crateras pós-intervenção-Cedae no bairro Aparecida. Mais precisamente as que passaram a existir na bifurcação da rua Aparecida com as ladeiras de acesso às ruas Dr. Figueiredo e Francisco de Medeiros, de acesso à Igreja N. Sra. Aparecida. Além de desafiarem o entendimento do cidadão, colocam em dúvida a capacidade do executivo municipal de deixar claro quem é que manda e quem é que obedece em casos dessa natureza. Ao invés de consertarem a pavimentação construíram um tobogã. Em alguns trechos, o serviço de cobertura do buraco é tão malfeito que ele abre novamente. Bicicletas e motos na linha maior dos riscos de capotagem.

 

De quebra, embora tenha sido expressamente necessário, arrancaram uma goiabeira que, plantada por passarinhos, nasceu, cresceu e deu frutos justamente em cima do trajeto da obra de troca de tubulação. Contudo, até hoje, a empresa não se deu ao luxo de replantar um outro pé, nas imediações. Espaço é o que mais temos no jardim que separa a rua de baixo da rua de cima.  

 

Pouca coisa se compara a pegar frutas nos pés de frutas. A observar passarinhos e maritacas, fazerem de seus galhos e frutos, pouso e sustento. E o que dizer da garotada dependurada em seus galhos, desafiando uma possível queda ladeira abaixo do jardim. Brincar de gangorra em galhos de árvores deixa qualquer criança feliz. Especialmente se esse encontro marcado acontece entre a saída da escola e os poucos minutos que antecedem a vinda do ônibus para casa. É aquele momento único. Ou vai ou racha.

 

Acompanhei de perto o crescimento desta árvore. E mais de perto, ainda, o desafio que foi vê-la crescer e dar frutos. E tão de perto quanto foi presenciar meninos e meninas (em quantidade infinitamente menor que aqueles) enfrentar e superar o desafio de subir e descer de árvores, por mais baixinhas que sejam. Trata-se de vencer o medo e descobrir potencialidades. Naquele momento, sozinhas ou em grupo, aprendem a brincar de forma independente. Aliviam o estresse escolar. Educam a mente para desenvolver o foco.  Vencido o desafio, conquistam novos saberes. Melhor recompensa não há.       

 

A Cedae e a prefeitura, já que a proposição não é excludente, precisam ouvir as vozes das crianças. Replantar a goiabeira já não podem. Mas podem plantar outra. Ou outras. Não são poucas as crianças. E muito mais são os passarinhos e as maritacas.  

    

Paulo Freire

“É bem verdade que a educação não é a alavanca da transformação social, mas sem ela essa transformação não dá. Nenhuma nação se afirma sem essa louca paixão pelo conhecimento, sem que se aventure, plena de emoção, na reinvenção constante de si mesma, sem que se arrisque criadoramente. Nenhuma sociedade se firma sem o aprimoramento de sua cultura, da ciência, da pesquisa, da tecnologia, do ensino. E tudo isso começa com a pré-escola.”     

 

Rubens Alves

“ A Educação se divide em duas partes: Educação das habilidades e Educação da sensibilidade. Sem a educação da sensibilidade, todas as habilidades são tolas e sem sentido. Os saberes – que os professores ensinam – nos dão meios para viver. Os sabores – que os educadores despertam – nos dão razões para viver.” 

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