Saldanha Marinho e o Casarão

Edição: 622 Publicado por: Rodrigo Magalhães Teixeira em 07/11/2018 as 10:26

 
Leitura sugerida

Joaquim Saldanha Marinho nasceu em Olinda, aos quatro dias de maio de 1816. Bacharelou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1836. Tornou-se um destacado advogado e, com o tempo, engajou-se na política. Foi eleito deputado pela província de Pernambuco e, a seguir, deputado geral (equivalente a deputado federal nos dias atuais) por cinco legislaturas, senador pelo Ceará e presidente das províncias (governador) de Minas Gerais, de 1865 a 1867, e de São Paulo, de 1867 a 1868.

Esse destacado personagem do Brasil Império, demonstrando grande versatilidade de talento, foi ainda um importante jornalista brasileiro na década de 1870, quando publicou vários artigos em jornais com o pseudônimo de Ganganelli. Nessa época não houve nome mais conhecido nas lutas políticas do país. Com a Proclamação da República, foi um dos autores do anteprojeto da Constituição de 1891 e Senador da República pelo Distrito Federal da 21ª a 23ª legislaturas (de 1890 até 1895).

Em 1849, quando se dissolveu a Câmara dos Deputados, Saldanha Marinho estabeleceu-se em Valença. Ele foi um dos primeiros moradores de um imponente casarão que João Francisco de Souza havia construído, em 1855, no centro da Vila (o mesmo que um incêndio consumiu há dezessete anos e se encontra em ruínas atualmente). Em um dos amplos salões desse belo solar neoclássico, Saldanha Marinho exerceu a advocacia por mais de dez anos, e sempre zelando pelos anseios do povo valenciano e adjacências, região que ele escolheu para morar e da qual era defensor ardoroso e grande entusiasta. Como jornalista de grande prestígio que era, Saldanha Marinho propugnava pelas coisas da política local na corte, defendendo os interesses de Valença com veemência.

Saldanha Marinho faleceu em 1895, aos 79 anos de idade, no Rio de Janeiro. Em homenagem a esse ilustre morador, o principal logradouro da cidade de Valença passou a se chamar rua Saldanha Marinho (atual rua dos Mineiros).

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...