Jornal Local

Edição: 625 Publicado por: Marilda Vivas em 28/11/2018 as 08:59

 
Leitura sugerida

A partir de certo período e em quase todas as edições, é na condição de colaboradora do Jornal Local que público, com regular frequência, a coluna Notas Esparsas. Um espaço privilegiado no qual expresso, com liberdade, temas que me são caros.

A proximidade com o editor-proprietário, Gustavo Abruzzini, e funcionários me dão a medida exata das dificuldades que encaram para manter as edições semanais. A própria periodicidade semanal do Jornal Local é um indicativo das dificuldades que a imprensa do interior enfrenta para manter-se de pé. E como qualquer empresa inserida no mundo capitalista, sua sobrevivência no mercado advém de recursos publicitários. Arcar com os custos de publicação é desafio em todos os segmentos sociais que se propõem a editar, com regularidade, um pequeno informativo que seja. É uma loucura.  

Em Valença, como percebo, a esse desafio pode-se acrescentar outro: o de superar a crença de ser possível harmonizar um modelo de jornalismo concebido para gerar lucro e ao mesmo tempo descrever a realidade sem sofrer qualquer tipo de intervenção. Um paradoxo concreto e inerente a qualquer tipo de publicação de cunho jornalístico, para ficar no tema. Contudo, a pecha de atividade exclusivamente a serviço da classe dominante, muitas vezes atribuída aos jornais, é um conceito impreciso. E ainda que estejamos acostumados a perceber os políticos como donos de coisas, pessoas e opiniões - e de fato estamos cercados de patrõezinhos - não podemos desmerecer o que foge a esses padrões. Nesse sentido, os termos do editorial publicado na edição anterior do Jornal Local, não deixa de ser fruto justificado das simplificações ou maniqueísmos a que nos limitamos.

Pessoalmente, não são poucas as vezes que insinuam para mim, coisas do tipo de que o dono do jornal é o político mais popular da cidade. E, até hoje, nenhum deles se dispôs a escrever uma linha sequer sobre a pecha insinuada, por mais que eu insista. Aliás, nem isso nem coisa nenhuma. A quantos posso, peço que escrevam, que utilizem o espaço precioso do Jornal Local para expor ideias, opiniões, conceitos; que escrevam e publiquem textos contendo análises da conjuntura social e política do país. O cidadão quer saber de fatos que influenciam suas vidas, de preferência por uma pessoa respeitada em sua comunidade, em sua cidade. E a vida do cidadão é influenciada pelas múltiplas determinações que circundam a vida humana na Terra. Arte, Política, Economia, Educação, Religião, Agricultura, Filosofia... um universo sem fim. No âmbito do magistério, quantas experiências pessoais poderiam ser trazidas à tona aqui, nas páginas desse jornal. Imagina estender esses relatos de experiência a outros campos do conhecimento.  

Abandonemos, pois, as simplificações e os maniqueísmos. Deixemos de ser um povo que apenas murmura.

Escreva.

 

Evento

Lançamento do Protocolo de Atendimento às Vítimas de Violência dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro e debate sobre o tema violência e seus impactos na saúde.

 

O Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde incentivou e promoveu a elaboração do Protocolo de Atendimento às Vítimas de Violência dos Hospitais Federais no Rio de Janeiro, que será lançado no dia 6 de dezembro de 2018, no Hospital Federal dos Servidores do Estado.

O evento é gratuito mas as vagas são limitadas, sendo necessário efetuar a inscrição até o dia 3 de dezembro para participação no evento e aguardar a confirmação.

Local: Hospital Federal dos Servidores do Estado. Rua Sacadura Cabral, 178. Rio de Janeiro.

Maiores informações: https://www.fourpass.com.br/e/lancamento-do-protocolo-de-atendimento-as-vitimas-de-violencia-dos-hospitais-federais-no-rj/

 

 

Alvoroço

Espalha brasa, moço

Espalha a brasa

Tire deles o almoço

Espalhe, moço

Espalhe

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