Arraial do Cabo

Edição: 628 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 19/12/2018 as 09:18

 
Leitura sugerida

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil, com apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), realizaram na terça-feira (18/12), a Operação Ressurgência, para cumprir dezesseis mandados de busca e apreensão em Arraial do Cabo, inclusive na sede da Prefeitura. O objetivo da operação é a obtenção de provas dos crimes de organização criminosa, peculato, fraude a licitações e corrupção ativa e passiva praticados pela administração pública municipal e por empresários com contratos nas áreas de alimentação, papelaria, publicações oficiais e locação de máquinas e equipamentos. O cumprimento dos mandados conta com o apoio de aproximadamente cem policiais civis e agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

 

Conselho Cultura

Na noite de terça-feira (18/12), na Casa Léa Pentagna, aconteceu a cerimônia de posse dos conselheiros que integrarão o Conselho Municipal de Cultura de Valença – Gestão 2018/2020. O Conselho é presidido por Francisco Ferreira, tendo como vices, Sebastião Medeiros e Sonia Rachid, e como secretário geral Anderson Thomé.

 

Fachada

É boa a sensação quando passamos pelo Jardim de Cima. Além da decoração natalina, fruto dos esforços do vice-prefeito Hélio Suzano e de toda sua equipe, outro detalhe reanima valencianos cabisbaixos. O histórico prédio que sedia o Colégio Estadual Theodorico Fonseca (CETF) passa por bem-vinda pintura e reforma de sua fachada.

Histórico

O referido prédio sede do CETF foi construído em 1858 (160 anos) pelo Visconde do Rio Preto, um dos maiores benfeitores do município que morreu em 1868, quando exercia a presidência da Câmara de Valença, àquela época, poder Executivo. Em seguida, pertenceu ao comendador Antônio Jannuzzzi e ao comendador José Fonseca que nele instalou e fez funcionar o Lar dos Meninos da Associação Balbina Fonseca. Por sua longevidade e por conta dos diversos eventos e recepções a autoridades e personagens históricos, é seguramente um dos nossos mais importantes patrimônios históricos.

 

Presenças

Pelo solar do visconde e dos comendadores passaram para se hospedar ou refestelar-se em majestosos banquetes o Marquês de Olinda; o presidente da Estrada de Ferro Dom Pedro II, Cristiano Ottoni; o governador e depois presidente e senador Nilo Peçanha; o líder republicano e fundador da Academia Brasileira de Letras, Lúcio Furtado de Mendonça; o presidente da Estrada de Ferro Central do Brasil, o engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin; e o interventor federal Amaral Peixoto com sua esposa, Alzira Vargas. Dentre outros mais.

 

314 páginas

André Correa continua custodiado, em cumprimento de prisão preventiva, no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), onde também estão Sérgio Cabral, Edson Albertassi, Marcos Abrahão, Paulo Mello e o assessor de André, José Antônio Wermelinger Machado. A denúncia do Ministério Público Federal, que temos em mãos, traz, em 314 páginas, além de denúncias de mais de um delator, provas de ligações telefônicas e outros indícios de acusação.

 

Defesa

Para a Procuradoria Regional da República – 2ª Região, André Correa teria praticado os crimes de corrupção passiva e de integrar organização criminosa. Aos advogados de André, que nunca retornaram nossos contatos continuamos abertos a publicar suas alegações de defesa.

 

Atípicas

O procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, informa que o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) encaminhado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), com notícia de diversas movimentações financeiras atípicas de servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ensejou a instauração de 22 procedimentos investigatórios criminais, com o objetivo de esclarecer suposta participação de parlamentares e servidores. As movimentações financeiras atípicas indicadas pelo COAF não necessariamente importam em ilicitude e, por esta razão, as investigações estão sendo conduzidas com a devida cautela e profundidade pelo Grupo de Atribuição Originária Criminal (GAOCRIM/MPRJ), que atua na esfera de atribuição originária criminal do Procurador-Geral de Justiça.

 

Divisão

Os procedimentos foram divididos em núcleos de atuação de acordo com os dados constantes no próprio RIF. As diligências têm caráter sigiloso. Na apuração criminal, os deputados estaduais reeleitos permanecerão sob a atribuição do procurador-geral de Justiça. Os demais citados no RIF, inclusive os eleitos na esfera federal, após a cessação do atual mandato, passarão a ser investigados por promotores de Justiça junto ao primeiro grau de jurisdição de acordo com a nova orientação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Ação Penal nº 937, julgada em 03/08/2018).

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...