A dona Hélvia da Maré um exemplo e o stf a vergonha nacional

Edição: 628 Publicado por: Marcelo A. Reis em 19/12/2018 as 09:19

 
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Caro leitor;

Toca o telefone e constato ser uma ligação lá do Rio de Janeiro. Era a Hélvia. Sendo mais formal Hélvia Barbosa Geraldo é o nome completo. Quem é Hélvia Barbosa Geraldo? É uma heroína brasileira, dentre tantos e tantas que lutam para viver. Para sobreviver! Negra, pobre, moradora de comunidade criou os seus filhos e ajudou-os, depois, a criarem os deles; seus netos. Todos, como se diz no popular, deram gente. As netas já concluíram, ou estão em vias de graduarem-se, no curso superior. 

Ela é dessas pessoas que agradeço, todos os dias, por ter conhecido e convivido. Um exemplo de seriedade, de honradez, de integridade. Pobre, negra e favelada, diz-me, ao telefone, que está organizando os festejos natalinos dos idosos pobres de um determinado abrigo na Baixada Fluminense. “Ah doutor Marcelo, eu sou pobre, mas o senhor não sabe como aquela gente é carente, como são necessitados. Tenho a minha casa, tenho comida, então tenho que ajudar quem está em uma situação pior do que a minha”. Fiquei pasmo! Temos pessoas que, apesar de terem dificuldades, estão dispostas a ajudar, a cooperar. A Hélvia é assim. Está sempre percorrendo as repartições, vencendo a burocracia para conseguir uma casa, uma bolsa de estudos...

Mesmo não sendo religioso, usarei uma expressão, dos que o são, para defini-la: uma santa!  

Após assistir enojado à sessão do “Excelso Pretório”, como é tratado nas petições o stf (em minúsculas), desliguei a TV e fiquei a pensar. Há muito que bato, com razão, no judiciário (sempre em minúsculas!). Fui pesquisar os artigos que escrevi. Em um disse, reitero, que se/quando abrirem a Caixa Preta do Judiciário a Lava Jato será uma brincadeira de crianças, coisa de “trombadinhas”. Terrível! A apropriação do Estado Brasileiro, pelas quadrilhas que por todos os lados vicejam, não deixou nada incólume. O Executivo e o Legislativo por suas próprias naturezas são mais transparentes, ou melhor, bem menos opacos, o que não acontece com o “Poder dos Poderes”. Este é fechado em/para si mesmo e detém poderes e privilégios únicos. Lembro, e repito uma vez mais, a velha piadinha dos acadêmicos de Direito: “Juízes pensam que são Deus, desembargadores têm certeza!”. Você dirá que conhece este ou aquele magistrado que é sério, íntegro, trabalhador e tantas outras qualidades. Tenho que concordar. Conheço vários e vários; não de pouco tempo, mas, desde os bancos escolares, os acompanho e sou testemunha. Mas o tal s.t.f. e similares... Dão asco! 

Digo publicamente o que falou o advogado ao levandowski (minúsculas): O Supremo é uma vergonha!

Ao ver o gilmar Merdes, o Bostófolli, duas vezes reprovado em concurso para Juiz de Primeira Instância, presidente da nossa mais alta Corte, o juizeco do tse (minúscula) “protestando de costas na solenidade de diplomação do presidente eleito, quando da execução do Hino Nacional. 

Lembro-me dos grandes juristas que compuseram o STF (aí em maiúsculas). Hermes Lima, Vitor Nunes Leal, Evandro Lins e Silva, Aliomar Baleeiro, Billac Pinto, Adauto Lúcio Cardoso, Celio Borja e tantos e tantos outros de altíssimo nível ético/moral e notável saber jurídico. 

Que contraste! 

Vou mais longe o stf (minúscula) é mais que uma vergonha.

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