No meu entender!

Edição: 634 Publicado por: Ney Fernandes em 13/02/2019 as 08:14

 
Leitura sugerida

Não gostaria de ser aquele soldado que marchava errado e sua mãe, toda orgulhosa e eufórica, achava que seu filho, era o único que marchava correto.

Quero, inicialmente, pedir desculpas a alguns articulistas que escrevem em jornal e revistas, bem como àqueles autores por quem tenho profunda admiração, pelo talento que desenvolvem seus escritos. Nutro um sentimento um tanto xenófobo por tudo que representa uma intromissão nos nossos hábitos e costumes do qual sempre fomos seguidores.

É importante que esclareça qual a minha ojeriza, hoje, pela invasão que considero perniciosa e impertinente e desmonta toda compreensão que temos até agora de tudo que escrevemos e dizemos. Segue o pensamento: Um norte-americano, imbecil, no arrobo de seu discurso, usou a palavra fake news, traduzindo: mentira/notícias falsas. A palavra como uma avalanche invadiu o cenário das escritas, em diversos órgãos da imprensa. Então é fake news para cá e fake news para lá e tome fake news para todos os lados, até na fala das pessoas. Há uns meses atrás, talvez um ano, não sei precisar bem o tempo, surgiu a palavra bike, que, traduzindo, quer dizer bicicleta.

As palavras de outras linguagens, vão sendo introduzidas em nosso vocabulário e vão ficando e nós começamos a falar tudo aquilo que “o estrangeirismo” quer. A verdade é que conhecemos, ainda, pouco a nossa língua: sua pronúncia correta, seu verbo, sua concordância e nós vamos aceitando tranquilamente essas intromissões, que não contribuem com absolutamente nada, para melhorar os nossos conhecimentos. Só se acha bonitinho falar fake news, bike e outras mais que já são de nosso uso cotidiano. Se você, cidadão, quer aprender a língua inglesa, ou a francesa e até outras mais, por uma necessidade ou como objeto de cultura para tomar conhecimento mais profundo, para leitura de um livro, para uma viagem e outras coisas, tudo bem: considero que é válido.

Já dizia Napoleão Bonaparte, o homem vale por quantas línguas ele fala. Tudo bem, a cultura é fundamental, mas a intromissão pura e simplesmente, como disse acima, considero interferência na nossa cultura e é um processo de dominação.

Eu, sinceramente, não quero ser colonizado, novamente, como nós brasileiros já fomos. Recordam-se? A história está aí para mostrar e nos esclarecer!

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...