Direitos Humanos

Edição: 635 Publicado por: Ney Fernandes em 20/02/2019 as 09:41

 
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A iraquiana Nádia Murad é sobrevivente da escravidão sexual imposta pelo Estado Islâmico, no Iraque. O médico Denis Mukwege ajudou a tratar cerca de trinta mil vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo, muitas das quais mulheres tratadas como espólio de guerra. Ambos são vencedores do prêmio Nobel da Paz deste ano. Nádia, de 25 anos, se tornou ativista dos direitos humanos após escapar dos terroristas, em 2014. Ela liderou uma campanha para impedir o tráfico de pessoas e libertar o grupo étnico-religioso da yazdi, ao qual pertence, composto por cerca de quatrocentos mil pessoas. “Um mundo mais pacífico só pode ser possível se as mulheres, seus direitos fundamentais e segurança forem reconhecidos e assegurados em uma guerra. No Brasil o assédio, o estrupo são mais de 1.338 por dia, números sem conta que vemos noticiados todos os dias.

Declaração Universal dos Direitos Humanos: Art. 1. – Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. 2. - Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta declaração, sem distinção, de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, de origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição. Art. 3. – Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Art. 18. – Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular. Art. 19. – Todos ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão.

Constituição - base da Democracia: Promulgada em 5 de outubro de 1988, a Constituição tornou-se o principal símbolo do processo de redemocratização nacional. A nova carta nasceu com resposta às reivindicações da sociedade por mudanças estruturais no país, após o ciclo de vinte anos de governos militares e a eleição de ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, para a presidência da República (via Colégio Eleitoral), sua morte antes da posse e a substituição pelo vice José Sarney. Após duas décadas sob o regime militar, a sociedade brasileira conquistava uma Constituição que assegurava a liberdade de pensamento e trazia mecanismos para evitar abusos de poder do Estado. Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira e desbravadora. Será luz, ainda que de lamparina, na noite dos desgraçados. É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los. Será redentor o que penetrar nos bolsões sujos, escuros e ignorados da miséria. O documento foi o resultado de uma Assembleia Nacional Constituinte, convocada em 1985, da qual participaram 72 senadores e 487 deputados federais com intensa interferência da sociedade.

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