Venezuela

Edição: 636 Publicado por: Marilda Vivas em 27/02/2019 as 09:14

 
Leitura sugerida

Todo cuidado com as narrativas de guerra é pouco.

Primeiro, não existe uma realidade que seja comum a todos: a forma como cada pessoa vê e sente o mundo é afetada pelo que ela é e pelo contexto em que está inserido. Por isso, dizemos que a realidade é relativa, ou seja, ela depende do observador e do contexto. Qualquer alteração no observador e no contexto tende a mudar a sua percepção da realidade. E, ainda que a pessoa passe a perceber a realidade com maior clareza, essa realidade nunca será total, pois a pessoa sempre terá necessidades e limitações físicas na percepção e será influenciada e/ou limitada por elas.

Se as limitações do ser humano nos condenam a aprender a viver com fragmentos da realidade, é de bom tom peneirar tudo o que vemos, lemos e ouvimos a respeito do conflito na Venezuela.

Um fragmento importante desta realidade, e ao qual devemos dar ouvidos, diz respeito ao posicionamento do presidente da Bolívia, Evo Morales, quando declara que defender a Venezuela é defender a soberania da América Latina. Nesse ponto, destaca-se o posicionamento do vice-presidente brasileiro, Mourão, ao afirmar que o Brasil não cederá território para base dos Estados Unidos, avidamente interessados nas reservas petrolíferas da Venezuela. Realmente, que sentido faz o Brasil ser cúmplice de uma intervenção militar na Venezuela? Fica claro que o presidente Jair Bolsonaro não representa as forças armadas brasileiras.

A soberania dos povos é condição primeira para que haja paz.   

 

Escola com partido

Ser otimista dentro do atual quadro pintado pelo governo brasileiro tem se revelado condição impossível.

A última de Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, é o fim da picada. Sua recomendação, em nota oficial distribuída a redes de ensino, para que diretores de escolas leiam e gravem vídeos com seus alunos e funcionários uma carta que termina com o slogan da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, nas eleições - “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”, caiu feito chumbo. Isso configura ato de improbidade. Logo, a questão não é cantar ou deixar de cantar o Hino Nacional.

 

Câmara municipal

Apenas ouvi comentários e me comprometi a pesquisar. Ao que parece, vereadores estão inclinados a legalizar o funcionamento de moto táxi, em Valença. Existe Lei municipal aprovada regendo a matéria. Coisa antiga sim, mas em vigor. Vale a dica, mesmo que no fim se conclua nada existir. Mas que tem, tem. Esse tema já foi tratado naquela Casa. Coisa antiga, como disse. Na próxima coluna, clarifico melhor.

 

Deixar de frescura

Somos membros do BRICs. Rússia e China são dois dos países mais importantes do mundo em termos de integração. Duas potências. Brasil, pela sua dimensão e importância não pode se portar como se fosse colônia dos Estados Unidos. Não estamos em ponto morto. Eu penso que não.

 

Brumadinho/MG

Um mês se passou. Tragédias não se calam.

 

Ideologia de gênero

O pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM) votou, na manhã desta terça-feira, pela inconstitucionalidade da lei municipal que proíbe a discussão sobre ideologia de gênero nas escolas municipais da cidade de Manaus. 

Por unanimidade, os desembargadores do TJ-AM acompanharam o voto da relatora, desembargadora Carla Reis, pela procedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), em harmonia com o pedido formulado pelo órgão ministerial.

Saiba mais acessandowww.acritica.com/channels/manaus/news/tj-am.

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