Continuação

Edição: 636 Publicado por: José Valter Lima Monteiro em 27/02/2019 as 09:27

 
Leitura sugerida

(Por uma falha, a carta publicada na edição anterior saiu sem o seu desfecho que segue agora. Nossas desculpas aos leitores e ao autor da mesma)

(...) O Brasil precisa priorizar o produto nacional; mesmo que seja por um preço um pouco maior. Nossa produção é bastante dificultada devido a nossa topografia e o tipo de rebanho que temos. É necessário que se faça uma planilha de custos e o produtor receba um preço justo para que possa trabalhar, sobreviver e continuar tocando seu negócio. E não sendo massacrado como sempre aconteceu. E hoje em dia não é diferente. No passado já tivemos dias melhores. Nós estamos sem apoio e perdendo as forças porque estamos envelhecendo e a maioria dos jovens não fica na atividade pecuária onde eles veem seus pais cuja vida é só trabalhar, trabalhar e trabalhar... não têm férias, lazer ou fim de semana para descansar. Acho que o governo precisava dar incentivos às cooperativas e laticínios através de financiamento para que possam montar equipamentos para desidratar o leite produzido no país na época da safra para abastecer o mercado na entressafra. Assim o produtor receberia um preço por litro que dê para ele sobreviver e investir no negócio que exige investimento constante. Acho que se recebêssemos em torno de R$1,80 o litro, o ano inteiro nós conseguiríamos obter um pouco de lucro. Mas com garantia de preços o ano todo e sendo corrigido conforme a inflação ou variação de preços dos concentrados (ração) medicamentos, salários, combustível, energia elétrica etc.

Isto não é sonho nem utopia. Nesse caso o ganho real por litro de leite seria de aproximadamente R$ 0,20 ou 0,30 (vinte ou trinta centavos) apenas depende do perfil de cada propriedade.

Finalizando espero por dias melhores para todos os produtores desse alimento indispensável e de múltiplas utilidades.

Até a próxima.

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