A ditadura togada e a radicalização

Edição: 640 Publicado por: Marcelo A. Reis em 27/03/2019 as 07:49

 
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Caro leitor

Você que me honra com a sua atenção há muitos anos. Mais de quatro! É testemunha do quanto bato no Judiciário. Faço-o porque para que a Democracia realmente exista, temos que ter um Judiciário quase “sagrado”. É o Poder que equilibraria com firmeza e serenidade a vida nacional. Não é o que vemos. Temos um arremedo de Judiciário. Fechado, ocluso e cheio das “mumunhas e maracutaias”. Contei a velha, velhíssima, piada do meu tempo de estudante, e repito-a por verdadeira. “A diferença entre juízes e desembargadores é que os primeiros pensam que são Deus e os últimos têm a certeza de que o são”. São privilégios e prerrogativas, as mais variadas e absurdas. Férias maiores, recessos, auxílios X, Y e Z e, cada vez mais, e nenhum deles, mesmo os que são tidos como sérios, os que não são “vendedores de sentença”, não se avexam das mordomias.

O nosso STF, o “Excelso Pretório”, é pior do que ópera bufa satírica. Ridículo e trágico! Tem um passado de nomes ilustres, à esquerda, à direita e ao centro, éticos e de “notável saber jurídico” como reza a norma suprema quanto a qualificação dos seus titulares e hoje, com as exceções de praxe, minoritárias, é um campo onde grassam pilantras e incompetências de todo o gênero.

A população tem o Judiciário e o Legislativo como instituições em nada confiáveis. A decisão do STF, passando o caixa dois para a Justiça Eleitoral, a liberação do Temer e seus asseclas, por liminar de um desembargador, controverso, no meio de manobras turvas, estão agravando a radicalização na mente da população.

No quadro confuso, ainda assistimos à diplomação dos eleitos para a Assembleia Legislativa do Rio, que estão na penitenciária de Bangu!

A chantagem comandada pelo presidente da Câmara, sob o argumento de que ao governo falta “articulação” é algo que, conjugado com jogadas da mídia tradicional, irritam, em muito, o homem comum. O homem da rua.

Ou firmamos um projeto nacional por consenso de todas as forças, ou a ruptura virá...

Até a próxima.

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