Rota de colisão

Edição: 641 Publicado por: Marilda Vivas em 03/04/2019 as 09:34

 
Leitura sugerida

CPI - Rioprevidência/RJ

Notícia boa: finalmente a ALERJ vai investigar irregularidades praticadas contra o sistema de aposentadoria pública dos trabalhadores do Rio de Janeiro, o Rioprevidência. A comissão da CPI, instalada no último dia 27, sob a presidência do deputado Flávio Serafini (PSOL), tem como membros os deputados Waldeck Carneiro (PT), que ficou com a relatoria; Alexandre Feitas (Novo), vice-presidente; Martha Rocha (PDT); Carlos Minc (PSB) e Eliomar Coelho (Psol).

Transformada em um modelo financeirizado, a previdência do estado do Rio de Janeiro tem sido alvo de péssima gestão e desvio de receitas.

De acordo com dados levantados pelo MPRJ e TCE, o custo estimado para o caixa previdenciário do Rio, com a operação de securitização (antecipação de receita) acordada em 2014 (operação Delaware), é de cerca de R$ 10 bilhões. Isso considerando a diferença entre os valores adiantados (R$ 8,65 bilhões) e os valores que serão pagos até 2019 (R$ 19,37 bilhões), quando se encerram os pagamentos de todas as parcelas referentes à operação. 

Responsabilizar civil e criminalmente antigos administradores do fundo e ex-governadores são possibilidades levantadas pela comissão.

 

Preso ao passado

De modo geral, as notícias veiculadas na imprensa brasileira e internacional têm dado destaque à inabilidade e incapacidade do incontrolável Jair Bolsonaro estar à frente da presidência do Brasil.

Em suas andanças pelo mundo, destacam a vassalagem explícita a Donald Trump, nos Estados Unidos, e as homenagens a ditadores sanguinários e corruptos como Pinochet, no Chile, e Stroessner, no Paraguai. Agora, em recente viagem ao Oriente Médio, conseguiu desagradar a gregos e a troianos ao desistir de mudar nossa embaixada para Jerusalém, como havia prometido, em troca de um escritório comercial. E nessa mudança de planos, o que mais conseguiu foi desagradar Israel e a ala de religiosos que o apoiaram na campanha eleitoral. Sem que isso bastasse, ainda criou atritos com os palestinos e os países árabes, grandes importadores dos nossos produtos agropastoris.

No seu retorno ao país, ele deve se reunir com os presidentes dos partidos que o apoiaram para, finalmente, começar a costurar a pedra de toque de seu governo: a reforma da previdência. Coisa que já deveria ter feito antes de entregar pessoalmente a PEC no Congresso, no dia 20 de janeiro.

Ou ele faz isso, ou ele faz isso. Não tem duas opções diferenciadas. E o resto, o povo brasileiro já sabe: o toma lá da cá, que é a marca registrada da nossa “velha política”, será a arma das negociações.  

 

Desemprego em alta

Em pesquisa divulgada sexta-feira (29), o IBGE aponta que, em fevereiro, o país tinha 13,1 milhões de desempregados. Isso significa que, nos últimos três meses, quase novecentas mil pessoas ficaram sem trabalho.

Entre dezembro e fevereiro, o setor mais afetado pelo corte de vagas foi a administração pública: 574 mil vagas a menos. Já na indústria foram extintos 198 mil empregos. Entre as diversas áreas, apenas a de transporte, armazenagem e correio teve crescimento nos postos de trabalho: 133 mil.

Para o economista Pedro Afonso Gomes, presidente do Sindicato da categoria no Estado de São Paulo, a falta de articulação política do governo Bolsonaro é um dos motivos do aumento do desemprego.

Na opinião dele, o corte de vagas deve crescer nos próximos meses, já que até agora não foi apresentado um projeto econômico eficaz pelo presidente da República – o que desestimula os empresários a investirem.

Ele afirma: “Há problemas com os árabes pela aproximação exagerada a Israel. Também existe um distanciamento da China, que é um grande importador de produtos brasileiros. São erros que penalizam o País e não ajudam a gerar empregos”. (Fonte: www.tribunadaimprensasindical.com/ 2019/04/desemprego-deve-crescer-mais-alerta.html)

 

 

Reforma da previdência

Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgaram mensagem com condenação vigorosa do projeto Guedes/Bolsonaro de reforma da Previdência Social. Segundo os bispos, as mudanças pretendidas “sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens”.

Diz ainda o documento: “O discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres. Consideramos grave o fato de a PEC 06/2019 transferir da Constituição para leis complementares regras previdenciárias como idades de concessão, carências, formas de cálculo de valores e reajustes, promovendo desconstruções da Constituição Cidadã (1988).”

Como se vê, não são poucos os alertas. O regime de capitalização que dá sustentação a este projeto liquida a Previdência pública visto que ele seria formado exclusivamente por contribuição individual, desonerando o patrão, o qual, como consequência, passaria a exigir de novos e antigos empregados plena adesão a ele.

Vale registrar que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também já divulgou nota nesse mesmo sentido. Fique por dentro acessando as informações diretamente nos sites oficiais da CNBB e da OAB.

 

Serviços públicos

Ainda não foi providenciada a troca de lâmpada no poste situado em frente à casa 1270 da rua Dr. Figueiredo no bairro Aparecida. Fica o registro.

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...