Porque ocultar a violência?

Edição: 642 Publicado por: Ney Fernandes em 10/04/2019 as 08:39

 
Leitura sugerida

*Rebeliões – Guerras Internas – Repressão!

*Paulo Guedes: Quem legisla e julga tem as maiores aposentadorias, e a população as menores.

* Envelhecer é ser criança de uma certa idade!

 

A grande maioria dos livros de História do Brasil, procura ocultar a violência, sobretudo das autoridades contra as reivindicações das camadas populares, visando projetar a imagem do brasileiro cordial. Essa visão da história oficial criou-se no século XIX, quando em meio a formação do Estado Nacional, se desenvolveu a ideia de não violência na sociedade brasileira, ao contrário da sociedade imperante nas demais sociedades latino-americanas, onde a guerra pela independência e o caudilhismo predominavam. Tem-se passado uma imagem distorcida da nossa história (assim entendo), na qual se oculta o conflito entre as classes sociais. A preocupação em passar o discurso da unidade nacional, na realidade, atende aos interesses das classes dominantes e coloca a história a serviço dos detentores do poder. Essa preocupação em fortalecer a ideia de conciliação entre classes e grupos antagônicos e exaltar a não violência como característica marcante da sociedade brasileira resulta inclusive na minimização, até mesmo na ocultação do que, tem sido uma constante na nossa história: a luta dos setores populares contra o processo de exploração imposto pelas classes dominantes e a violenta repressão empregada pelos governantes. José Maria Alkmin, velho político mineiro dizia: “Em política o que importa não é a verdade, mas a versão”. Vou colocar no texto diversas rebeliões e, posteriormente, tentar descrever os acontecimentos, de cada uma, com os respectivos nomes:

I – O homem que não quis ser rei; II – A Revolta da Cachaça; III - A Revolta contra o xumbergas; IV – A Revolta de Berckman; V - A Guerra dos Emboabas; VI - A Guerra dos Mascastes; VII - O levante da aristocracia rural; VIII - A contraofensiva dos mascastes; IX - A repressão aos pernambucanos rebeldes; X - A revolta do sal; XI - Os motins de Maneta na Bahia; XII - A Revolta de Vila Rica; XIII - O levante do terço velho – escravidão sinônimo de violência; XIV - Conjuração Mineira – a primeira república e o povo na rua.

Esta é uma pretensão, que esperamos mostrar a realidade escondida pelos donos do poder, que há séculos vem ocultando do nosso povo toda uma história real, que sempre esteve com seus acontecimentos a serviço dos poderosos e não do povo. Como sempre.

Se continuar a catalogar revoltas, conjurações, motins e sedições do paraíso dos trópicos, iremos longe. O Golpe de Trinta – Ditadura militar de 64 – O golpe de junho de 2016. Histórias recentes

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