Pontes dentro. Pontes fora.

Edição: 643 Publicado por: Marilda Vivas em 17/04/2019 as 09:52

 
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Francisco, o Pontífice

A viagem apostólica do Papa Francisco ao Reino de Marrocos (30-31 de março), no norte da África, confirma o que tem sido seu apostolado: a busca da unidade dos cristãos, através de gestos de fraternidade, e a valorização do diálogo com as demais religiões como antídoto contra o ódio e a violência.   

Durante sua recepção na capital do país, Rabat (30), artistas representando as três religiões monoteístas protagonizaram, no auditório do Instituto Mohammed VI de Formação de Imãs Morchidines e Morchidates, um momento sublime de diálogo inter-religioso.

Acompanhados pela Orquestra Filarmônica do Marrocos e com Dina Bensaïd ao piano, a cantora Caroline Casadesus, filha do maestro da orquestra, Jean-Claude Casadesus, interpretou a Ave-Maria de G. Caccini, acompanhada pelo muezim Smahi Harrati, que cantou o convite à oração muçulmana (Allahu Akbar), ao lado da cantora Françoise Atlan, que entoou a oração judaica (Adonai). Os três cantores concluíram o concerto de mãos dadas

A audiência, que contou com a presença do Rei Mohammed VI, de centenas de estudantes imãs morchidates (pregadores) do Marrocos e da África Subsaariana e de várias personalidades políticas e religiosas, encerrou o primeiro dia de visita do Pontífice àquele país. (Apresentação disponível em www.ihuonline.unisinos.br/edicao/533)

Fraternidade entre as três religiões monoteístas

Segundo reportagem de Anaïs Lefébure, publicada por Huffington Post (30/3/2019) com tradução de André Langer, esta obra musical faz parte de uma série de concertos lançados pela Orquestra Filarmônica do Marrocos em 2016 e chamados de “Religiões em uníssono”.

“A ideia é mostrar que a música pode aproximar povos de diferentes culturas e religiões. Já tocamos no Marrocos várias vezes, mas também em 2017, em Paris, na igreja de Saint-Germain”, explica para o HuffPost Maroc Caroline Saunier, vice-diretora da Fundação Tenor para a Cultura, criada pela Orquestra Sinfônica de Marrocos.

Antes do concerto, os dois soberanos participaram de uma sessão de apresentação do instituto, do discurso do ministro da Promoção e dos Assuntos Islâmicos e de dois estudantes do instituto, uma nigeriana e um francês. Todos enfatizaram a necessidade de promover a fraternidade entre as religiões e os valores da tolerância e do “viver juntos” para lutar contra o extremismo religioso.

O instituto, inaugurado em 2015, conta atualmente com mais de 1.300 estudantes marroquinos e estrangeiros, incluindo senegaleses, marfinenses, nigerianos, gaboneses e franceses. Em breve, acolherá também estudantes do Níger e da Tailândia. (www.ihu.unisinos.br/185-noticias/noticias-2016...)

Câncer e trabalho

O “Atlas do câncer relacionado ao trabalho no Brasil” aponta o câncer como a segunda principal causa de morte no país. Lançado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2018, a publicação mostra como uma série de exposições ocupacionais contribui significativamente para a carga global da doença, com impacto importante no potencial de anos de vida perdidos, no potencial de anos de trabalhos perdidos e no tempo de vida.

O Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Vigilância em Saúde, mapeou a mortalidade de 18 tipos de cânceres efetivamente ligados à atividade diária dos trabalhadores, seja pela ocorrência de um longo período de exposição a fatores ou condições de risco do ambiente de trabalho.

Uma doença totalmente causada pelo ambiente de trabalho é a Mesotelioma, já que é provocada pelo contato direto com o amianto, conforme destaca Daniela Buosi, coordenadora-geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde.

A não exposição a agentes como poeiras orgânicas, agrotóxicos, metais, solventes, produtos petroquímicos e radiação levaria a redução de 37% das mortes por câncer por leucemias; até 15% de mortes relacionadas a câncer por tireoide; até 15,6% dos óbitos por câncer de pulmão, brônquios e traqueias; e até 14,25% dos óbitos por linfomas não-hodgkin. Acesse em bit.ly/2SBOLG5.

 

Mar de orelhões

Por meio de postagens em redes sociais, tomo ciência de que, graças à denúncia de um morador local, a prefeitura providenciou, através de canais competentes, a retirada imediata de uma quantidade generosa de orelhões abandonados em uma propriedade, possivelmente pública, localizada em Chacrinha, nas imediações do bairro Morada de Sol.

Desconheço outras medidas tomadas para este caso no âmbito da administração municipal ou mesmo da parte do Conselho da Cidade ou mesmo do Conselho Municipal de Meio Ambiente e afins.

Digo isso porque existe um passivo ambiental a ser resolvido. De igual modo, também existem trabalhadores que, no meu entendimento, deveriam ser monitorados de modo a não engrossarem as estatísticas acima divulgadas. A retirada dos orelhões não coloca um ponto final ao problema. E se assim me manifesto o faço com o espírito de quem, no passado, teve aproximação com o tema.

Fica o apelo para que haja ampla divulgação das medidas tomadas. Seja em respeito à sociedade e, em especial, ao autor da denúncia, a retirada dos orelhões não esgota o tema.   

Tome-se o dito pelo não dito, caso as medidas já tenham sido divulgadas na imprensa.

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