PÁSCOA: a unir todas as crenças

Edição: 644 Publicado por: Marilda Vivas em 24/04/2019 as 08:39

 
Leitura sugerida

São Longuinho

Quem foi esse santo que, segundo a tradição, nos ajuda a encontrar coisas perdidas?

Sabe-se que Longinus (Longuinho) foi um dos soldados romanos destacados para acompanharem o castigo, a crucificação e a morte de Jesus. Sua presença no momento da morte de Jesus está registrada nos Evangelhos de João (19, 33-34), Mateus (27,54), Lucas (23,47) e Marcos (15,39). Mais que isso, acredita-se ter sido ele, aquele que atravessou o lado do corpo de Jesus com uma lança, ao invés de quebrar suas pernas, como acontecia com outros crucificados, com o objetivo de antecipar suas mortes. Os ladrões que estavam ao lado de Jesus tiveram esse destino, mas quando chegou a vez do Messias um centurião romano, Longinus, para provar que ele já estava morto (quem sabe para se fazer cumprir as profecias) perfurou o lado do peito de Jesus, de onde jorrou sangue e água, tentando provar que ele já estava morto. Como os ossos de Jesus não foram quebrados, isso reforçou ainda mais o fato que ele realmente era um enviado de Deus, pois os Profetas do Velho Testamento já haviam previsto que nenhum osso do corpo do Messias seria quebrado.

No Evangelho de São João vamos encontrar a narrativa dessa passagem: “Como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34).

Atingido no rosto, pelo sangue e pela água que jorraram da ferida, Longinus, cujo nome significa “Uma Lança” (Longinus), ficou curado de sérios problemas de visão, recuperando-a perfeitamente.   

Consumada a morte de Jesus, os evangelistas registraram que ele, em meio a insultos e escárnios, teria sido a única voz a reconhecer o Mestre como o “Verdadeiro Filho de Deus”.

Depois disso, ele converteu-se e abandonou o exército. Refugiou-se na Capadócia (atual Turquia), onde se tornou monge. Porém, sua identidade foi descoberta e ele foi perseguido. Como não quis abandonar sua fé cristã, foi torturado até a morte.

Mil anos depois, em 999, Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II.

No Brasil e na Espanha, a antiga festa de São Longuinho acontece no dia 15 de março.  

No Oriente, embora sejam inúmeros os dias do calendário para as suas homenagens, 16 de Outubro é a data mais frequente. Na Europa e nas Américas, a comemoração ocorre no dia 15 de Março, como indica o Livro dos Santos do Vaticano.

São Longuinho, à luz de muitas tradições, comumente é invocado pelos devotos para encontrar objetos perdidos. Os artistas ao longo do tempo foram atraídos pela singularidade de sua figura e o representaram em suas obras na cena da crucificação, com lança ou sem lança, mas sempre presente. Em Roma, na basílica de São Pedro, na base de um dos quatro pilares que sustentam a imensa cúpula que cobre o espaço do altar do trono do Sumo Pontífice, está a estátua do centurião São Longuinho, o primeiro a acreditar na divindade de Cristo.

Vale registrar que as narrativas a respeito da vida de São Longuinho guardam entre si pequenas diferenças em detalhes secundárias.

Até a celebração dessa Páscoa, eu, que vez por outra recorro aos seus milagres, desconhecia ser ele aquele que perfurou o corpo de Jesus com uma lança. Entretanto, sempre me perguntei sobre os rumos que teria tomado na vida e me surpreendi ao sabê-lo cidadão do mundo. Não me surpreende que nele, a santidade tenha se manifestado.

(Fonte: sites diversos). 

 

A oração

A forma mais popular de promessa a esse santo reside em fazer um pedido para que faça aparecer o que foi perdido: “São Longuinho faça com que eu ache (falar o nome do objeto que perdeu), que eu darei três pulos e três gritos.” Encontrando o objeto, paga-se a promessa dando três pulinhos e gritando “Achei, São Longuinho. Achei, São Longuinho. Achei, São Longuinho!” (Toledo, Roberto. Simpatias. Verbo Editora, 1983, p.11).

A tradição popular dos três pulinhos não é ensinada pela Igreja, embora a devoção ao santo seja de livre uso da fé.

 

A lança

Tal como acontece com várias outras relíquias, diversos lugares mundo afora afirmam preservar a lança de Longinus, chamada de “Santa Lança“.  Ao todo cheguei a identificar quatro versões e uma lenda.

A lenda narra que a lança usada para ferir Cristo chegou a ser conhecida como “A Lança do Destino”. Envolvida em mitos praticamente “mágicos” dizia-se que quem a possuísse teria poder sobre os destinos do mundo, mas, caso a perdesse, encontraria derrota e morte.

“Adolf Hitler a desejava precisamente porque lhe eram atribuídos esses “grandes poderes”. Tem-se, como fato, que o ditador nazista chegou a tomar posse física da “Lança do Destino”, identificada então com a que estava no Museu Hofburg, em Viena.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, em 30 de abril de 1945, a peça foi reencontrada pelos norte-americanos sob o comando do tenente William Horn, a quem fora confiada a busca do tesouro dos Habsburgo. Enquanto Horn tomava posse da lança em nome do governo dos Estados Unidos, Adolf Hitler, naquela mesma tarde, a centenas de quilômetros, tirava a própria vida em um bunker de Berlim.

Em 7 de janeiro de 1946, o general Patton devolveu a “Lança do Destino” à Áustria, onde o objeto permanece exposto no Schatzkammer, uma das coleções do Palácio Imperial de Hofburg.”

(Leia mais em https://pt.aleteia.org/2018/02/19/sao-longino-a-santa-lanca-...

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...