Brizola x Bolsonaro 

Edição: 650 Publicado por: Marcelo A. Reis em 05/06/2019 as 07:52

 
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Procuro sempre fazer uma análise isenta, observando, sob diversos ângulos, as situações/momento da vida brasileira. Tal postura é que nos fez prever, muito antes dos “Cardeais”, a trajetória e a vitória do atual presidente. Declarei, por respeito a você, que, após longa reflexão, decidira, em nível pessoal, votar em Jair Messias Bolsonaro. 

Não sei, não posso, como o fazem alguns profissionais, posar de isento e fazer claramente campanha contra, ou a favor, deste ou daquele candidato. 

Nunca escondi que admirei muito, e o sigo admirando, ao falecido ex-governador Leonel Brizola. 

Tenho recebido questionamentos, à direita e à esquerda pela, na visão deles, incoerência de ser brizolista e ter votado Bolsonaro. Respeito a diversidade de opiniões. Reafirmo as minhas posições. Sou brizolista, votei no Bolsonaro e votaria novamente. Quem preza a Democracia e tem amigos de todas as cores e linhas políticas precisa estar preparado para levar paulada de todos os lados....

Vejo várias similaridades entre ambos, ressalvadas as diferenças que sempre hão de existir.

Ambos vêm de extratos mais baixos da sociedade, conseguiram crescer/subir graças ao ensino público de qualidade, aprenderam que não há desenvolvimento sem organização e disciplina e sofrem o solapamento constante, e permanente, por parte dos segmentos escravocratas aliados, aí está a aparente incongruência, aos “esquerdistas revolucionários”. A campanha maciça/massiva que sofreu Brizola, com mentiras que até hoje prosperam, como de que havia proibido a polícia de entrar em comunidades, é a mesma que sitia o Governo Bolsonaro. Há que se agregar dois pontos. A zona que estava, (ainda está) na área da Educação só será saneada e reconstruída com a agregação, como foi feita no Rio de Janeiro, de pessoas de alta qualificação técnica e política como o eram Darcy Ribeiro e Yara Vargas. O primeiro para construir a nova escola e a segunda para sanear e fazer a transição da antiga para a nova. E o segundo ponto é a capacidade de ambos de perceberem os anseios do homem da rua, do pequeno e do médio cidadão. Aquele que se rala todo para manter o “Mandarinato Brasiliense”. Assim, se a “Esquerda Festiva”, que tão bem citava o Nelson Rodrigues, queria a “revolução” o povo adorava, e adora o Exército. 

O Brizola adorava o Exército!

Esta é uma outra estória que fica outra ocasião. 

Até a próxima. 

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