Considerando e avaliando

Edição: 651 Publicado por: Gilberto Monteiro em 12/06/2019 as 08:14

 
Leitura sugerida

A Fliva aconteceu. Mais uma vez foi coroado o esforço do Leonardo Pançardes. Muito sono ele deve perder, tal qual Dilma Dantas lá na Casa Lea Pentagna, quando conduzem eventos culturais.

Os dois eventos são bem planejados abordando ao mesmo tempo: o lazer, a cultura e, o que há de melhor nos tempos de hoje, buscam recompor o bem-estar da alma e do espírito. Tanto numa como na outra atividade, os recursos para realização mesmo a gente estando no “olho do furacão”, de uma crise econômica, surgem com a participação das entidades, do comércio, das pessoas físicas. Dar vida às emoções, ao encontro, ao avanço cultural parece estar claro na mente dos patrocinadores valencianos.

Vivemos uma grande crise econômica, mas outras, até piores, já foram vividas e ultrapassadas. A cidade está aí mesmo com seu belo patrimônio sendo lentamente restaurado. Ela é o grande palco para realizações culturais.

As escolas, principalmente aquelas até a nona série, vão se conscientizando na ideia de que o ensino se dá também fora dos bancos escolares. E, muito mais comparecem.

Os jovens já buscam prestigiar seus autores e assim dão presença às palestras. É lá que escutam coisas como: - Que cidade bonita e agradável. Gostaria de um dia vir morar aqui! E é aí que fica uma grande lição, a de enxergar Valença como uma terra quase inigualável.

A festa é extremamente necessária na nossa vida. O Jardim de Cima é um espaço ideal e registramos outra observação de um palestrante de fora: - Que bonito uma feira cultural realizada dentro de uma praça. De uma praça com árvores frondosas e um coreto tão artístico. Uma feira solar! Terminou ele.

Os palácios e o casario ao redor, o cinema, o pisar na terra, criam uma atmosfera própria de felicidade, de quase sonho. A música, o cheiro de pipoca e, até mesmo, o frio, nos dão uma sensação meio inebriante.

Outra coisa interessante é a plateia tão diversificada: crianças, jovens, adultos e idosos. Todos irmanados na alegria. E, o que é melhor, nessa alegria que embute os livros, os saberes de palestras, a convivência ainda pacífica que usufruímos. Ainda, a Hora da Poesia, uma forma de literatura em retorno. Aqui um agradecimento a dona Beatriz de Oliveira que no seu bom gosto e persistência nos estimula ao bê-á-bá da arte de Drummond.

Festa é sempre múltipla. Existe ali o que agrada mais e o que agrada menos. A presença das pessoas já é festa. Nesta Fliva, duas frases muito me fizeram pensar e muito podem fazer pensar. Uma jovem mulher com sua camiseta preta e a frase: - Exausta porém plena, e um rapaz com sua camisa branca, onde se lia, assim mesmo, com todas as letras minúsculas “por nós mesmos”. Ao leitor ficam as indagações: - plena de quê? Como por nós mesmos?

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...