Boechat, a depressão e eu (continuação) 

Edição: 653 Publicado por: Marcelo A. Reis em 26/06/2019 as 08:17

 
Leitura sugerida

Caro leitor; 

Em março passado, publiquei, aqui, um artigo com o título acima, sobre as qualidades profissionais e pessoais do Boechat. Falei sobre a coragem que tivera em desnudar-se publicamente ao expor os problemas decorrentes de um processo depressivo. Trouxe a público um drama pessoal e, em muito, contribuiu para derrubar os biombos, os muros que escondem visões equivocadas, preconceitos. 

A começar, o fato de que todos estamos sujeitos. As mesmas vulnerabilidades que nos tornam passíveis, atingem aos famosos e aos homens comuns. Ao âncora e ao telespectador. Ainda assim, havia, e ainda há, a crença de que é coisa de rico, de famoso... O caso dele trouxe o assunto para as conversas de todos os cantos. 

Senti-me estimulado a contar, a abrir o coração e relatar uma depressão forte que, há pouco, pegara-me e pusera-me na lona. 

Um nocaute! 

Relatei a importância de obter a colaboração dos que estão à volta. Família, amigos e companheiros de trabalho até para a superação dos seus próprios preconceitos. 

Contei que sempre achara que tal era “piti”, “viadagem” de ricos e famosos. 

De repente, eu que sempre fora o tal, o “fodão”, que tudo sabia e tudo resolvia, via-me paralisado. Inerte. Sabia que tinha o que fazer, sabia como fazer e não fazia... 

Fiz a retrospectiva porque diversas pessoas ao encontrarem-me na rua, ou pelas redes, e-mail e telefone, sentiram-se encorajadas em contar os seus casos, outras falavam ter tomado “coragem” em procurar ajuda familiar e/ou profissional. A maioria queria saber se estou “curado”. 

Não! Não estou! Sim! Sim estou! Porque a resposta dúbia?

É assim que as coisas estão.  Primeiro, estou seguindo a orientação dos médicos e da nutricionista. Fazendo-o já perdi dezenove quilos. Faltam dezessete.  Passei da metade; tenho que perder, no total, trinta e seis. Estava com 126, cheguei aos 107 e vamos alcançar 90. Os exames melhoraram sensivelmente. 

Há cinco dias, por liberação médica, iniciei as atividades físicas. Suave; Lentamente. 

Tem dias que estou fisicamente bem, mas não consigo fazer as coisas. Forço!

Consigo. Vou superar! A minha família, mulher, filhos e netos, incluindo os que estão no exterior, muito têm ajudado. 

Os meus colaboradores da fazenda: o Arlindo/Luiz Antônio, a Regina /Caio Jr. e os meus auxiliares diretos no Sindicato, Eugênio Campos/Bia, Tininha/Jorginho estão “botando para quebrar”... 

As coisas estão acontecendo...

Volto a dizer, repito, sobre a necessidade de entendermos que sozinhos nada somos, nada conseguiremos. 

Precisamos sempre dos companheiros! Do trabalho, da família...

Não tenha vergonha de falar e de pedir ajuda...

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