Um crime no hotel

Edição: 316 Publicado por: Aloisio Melo de Morais em 21/11/2012 as 10:03

 
Leitura sugerida

Tendo oportunidade e um dinheirinho sobrando no bolso, uma boa pedida de viagem turística em final de ano é ir ao Sul do Brasil. Em especial, não podemos deixar de conhecer Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. Foi numa dessas boas oportunidades, no inicio desse mês de novembro, que tive o privilégio de visitar várias cidades passando por São Paulo, Paraná, Santa Catarina e a Serra Gaúcha.

A companhia na “tournée” não poderia ter sido melhor, em comparação com as que já participei, nesses últimos tempos. Foram cinqüenta pessoas da maior qualidade viajando numa excursão turística inesquecível durante doze dias, do dia 4 ao 16. O que adquiri na viagem, além do aprimoramento cultural, foi uma convivência saudável com o espírito solidário de pessoas alegres de Rio Preto, Valença, Parapeúna, Pentagna, Santa Rita de Jacutinga e Volta Redonda.

Agradeço ao meu amigo Cléber Marques que, por meio de excursões como essa, tem ajudado a todos nós que gostamos de viajar a ampliar amizades e o conhecimento de belos lugares por esse Brasil afora. Eu não gostaria de correr o risco, pelo esquecimento de algum nome, com isso desagradando àqueles que não seriam citados nessa crônica. Por isso, não citarei alcunhas de ninguém.

O personagem principal da nossa história, que a seguir passo a relatar, também não pode merecer destaque com a divulgação do seu nome. Isto porque ele poderia se sentir ofendido e sua moral ficar abalada e comprometida seriamente. Mas, essa pessoa poderia ser qualquer um de nós? Creio que sim, embora trate-se, no caso, de pessoa específica.

Precavido (ou precavida), o nosso (ou nossa) protagonista não viaja sem levar um ferro elétrico na mala. Como ele(a) mesmo diz: “é para que eu não fique de roupa amarrotada”. Até aí tudo bem, porque ninguém de nós quer vestir uma roupa que pareça ter saído de boca-de-vaca, não é mesmo? Enquanto se preparava para sair, o nosso ídolo(a) tirava o ferro da mala e começava, de maneira improvisada, a passar sua roupa em cima do cobertor, também em cima da cama do quarto do hotel.

Na ânsia para não perder a hora, o nosso ou nossa heroína deixou que o ferro ligado queimasse o cobertor “chique” do hotel. “- Que desastre!” – pensou, “agora vou ter que pagar uma fortuna por esse estrago”. Enquanto procurava dar um jeito na situação, o seu ou a sua companheira(o) de quarto tomava banho. Rapidamente, escondeu o cobertor, dobrando-o para que não aparecesse o queimado feito pelo ferro quente e ligado na tomada.

Em vez de se divertir pelas ruas o nosso herói corria as lojas da cidade, desesperadamente, à procura de uma cola para tentar minimizar o estrago no cobertor. Felizmente, conseguiu comprar um “superbond (a cola que cola tudo)”. Esperou que a sua ou o seu parceiro entrasse no banho novamente e, em nova operação silenciosa, tentou rapidamente colar o cobertor queimado.

Resumindo, o nosso ou a nossa trapalhona, piorou ainda mais a situação do cobertor. Com o emprego do “superbond” o cobertor enrrugou todo. “Puxa-vida, e agora, quando as camareiras vierem para arrumar a cama, elas vão descobrir o estrago no cobertor?” – indagou para si mesmo.

Final da história: o nosso, ou nossa heroína procurou o Cléber e contou o sucedido. Depois respirou tranqüilo, porque o Cléber jurou que não contaria o crime para ninguém. Permanece o mistério e a dúvida: será que a gerência descobriu o mau feito?

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...