Descaminhos

Edição: 665 Publicado por: Marilda Vivas em 18/09/2019 as 08:02

 
Leitura sugerida

É incompreensível a presença de um vereador na composição da comissão formada pelo Governo Municipal para a criação do novo sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto do município, conforme destacado na edição anterior do Jornal Local (nº 663 - Concurso de Projeto escolherá sistema de água e esgoto). Soa, inclusive, lesivo aos interesses da população, a despeito de ser servidor municipal.

Umas perguntas que faço: por que ele especificamente? O que justifica a ausência, nesta comissão, de um representante do ConCidade ou de quaisquer outros representantes de movimentos sociais? Afinal, a insurgência contra a Cedae não foi justamente pelo fato de ela ter se estabelecido no município do jeito que foi? Quando tudo estiver nos trinques, o vereador não estará amordaçando a voz popular? A presença de um vereador nessa comissão não reforçará o corporativismo que sabemos existir na Casa que representa o povo? Esse é um ponto que não dá nem para discutir.

Não sei como encaixar aqui, os art. 54, II, b, c/c art. 29, IX, da CF/88. Será que isso faz algum sentido?

Ademais, está em vigor o Plano Diretor de Valença, cujo Art. 68 estabelece que será promovida, pela administração pública municipal, em 180 (cento e oitenta) dias, a partir da aprovação desta lei:

(...)

III – Audiências Públicas, em comum com o Conselho Municipal da Cidade de Valença para deliberar encaminhamento de contratação de Estudos, Elaboração de Concepções, Sondagens e Viabilização Econômica dos seguintes planos indicados pelo PDPV:

a) estudo específico para definição de um modelo de gestão integrada para o serviço de saneamento;

Devo dizer que esses termos foram incorporados do Plano Diretor anterior, visto que o mesmo está em conformidade com o Estatuto da Cidade e, o que também é importante, foi acordado a partir de sugestão apresentada pelo segmento empresarial quando da sua elaboração.

Com isso estou dizendo que do jeito que está indo continuamos, como usuários, amordaçados. E pior, com a inserção de um de um vereador na comissão, à guisa de ser o mesmo servidor municipal.

 

Boto fogo

Há 75 anos, no longínquo 10 de setembro de 1944, uma partida entre Botafogo e Flamengo, em General Severiano, válida pelo Campeonato Carioca, entrou para história do futebol brasileiro com o sugestivo nome de “Jogo do Senta”. Isso porque, os jogadores rubro-negros, inconformados com a validação de um quinto gol favorável ao Botafogo, sentaram no gramado para protestar alegando que a bola não havia ultrapassado a linha após bater no travessão e descer. Como o árbitro Aristide “Mossoró” Figueira apontou para o centro do gramado, confirmando o gol, aos 31 minutos do segundo tempo, os jogadores permaneceram sentados até soar o apito final. O placar final, 5 a 2, favorável ao Botafogo, foi decidido na Justiça.

No livro “Jogo do Senta: a verdadeira origem do chororô”, da Editora: livrosdefutebol.com, o jornalista Paulo Cezar Guimarães narra os muitos detalhes desse folclórico acontecimento.

Tudo bem. Naquele ano o Flamengo sai vitorioso. Mas... que pagou vexame, pagou. 

 

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