O Filme - imaginação e realidade 

Edição: 670 Publicado por: Marcelo A. Reis em 23/10/2019 as 10:08

 
Leitura sugerida

Caro leitor;

Sei que contar, narrar um filme, no geral, é cansativo para quem escuta. Mesmo correndo o risco de assim o ser, vou fazê-lo. 

Em uma megalópole uma profissional liberal, ao volante do seu carro, parada no semáforo, tem a atenção despertada por um jovem que faz malabarismos para ganhar uns trocados.

Na Europa são ciganos, romenos e árabes. Aqui no Brasil seriam pobres negros, em sua esmagadora maioria, que sobrevivem assim.

Vamos contextualizar como sendo no Rio de Janeiro. Na área nobre; Zona Sul, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. Abaixa o vidro, chama o garoto e começam a conversar, a inquiri-lo. Nome, idade, os pais, colégio... Cariocamente tornam-se “amigos antigos”. Velhos companheiros! Ainda mais que descobrem serem, ambos, flamenguistas... 

Estão próximos da sede do clube e o guri, que agora sei chamar-se Arthus e ter 15 anos, diz que não conhece, que não sabe como é lá dentro.

Segue o movimento e muda a cena.

Agora estão dentro do templo. Sim, aquilo é uma seita, uma religião.  Estupefato o rapaz repete encantado, em moto contínuo, “obrigado, obrigado, obrigado”.... “num acreditu que tô aqui”. 

E, em “homenagem” a ele rolava um jogo dos times de base, Vasco x Flamengo, em que a equipe deles saiu vencedora...

A advogada o leva na loja do clube e o presenteia com uma camisa...

 

Típico filme da “Sessão da Tarde” para celebrar o “Dia da Criança”.

 

O “filme”, assim entre aspas, aconteceu na vida real com a minha filha caçula, Fernanda. 

Encheu-me de orgulho e emoção.  Em um mundo insensível, materialista, consumista, alguém mobilizar-se assim... 

Confesso que chorei. 

Fiquei pensando o quanto de talentos e de vidas perdemos...

O Brasil perde...

Quantos desperdícios vemos na “Corte”, com os gilmares, os toffollys, os lewandowskis, os rodriguinhos maias, os alcolumbres, os renans, os moreiras frangos e outras porcarias do mesmo quilate. 

Cortem os privilégios do “mandarinato” e invistamos nas nossas crianças!

Resgatemos em nível nacional o PEE - Programa Especial de Educação Pública de Qualidade em Tempo Integral. 

É a nossa única saída!

Nandinha, o seu orgulhoso pai muito a ama!

Até a próxima. 

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