Mato deu

Edição: 673 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 14/11/2019 as 09:34

 
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Passei este final de semana pelo Jardim Valença. É de impressionar o tamanho e o volume do mato junto aos meios-fios das ruas. A visão nos deixa saudosos dos tempos em que a Prefeitura dava conta desta praga da natureza, que permanentemente insiste em crescer entre pedras e passeios. E solução só tem uma mesmo, capina.

 

Vinte anos

E em uma daquelas magníficas intervenções radiofônicas, o prefeito Luiz Fernando Graça enfatizou o fato de estar pagando dívidas e mais dívidas feitas por vinte anos de governos anteriores. Então incluiu o governo do “parceiro” Luiz Antônio (2001-2004), o último ano de governo de seu pai, e os dos prefeitos Fábio Vieira, Vicente Guedes e Álvaro Cabral. Os outros do pai, passaram ilesos à crítica ou justificativa.

 

Mais dívida

E, coincidência ou não, há um certo mal-estar entre prefeito e alguns vereadores por conta da intenção do governo municipal de contrair um empréstimo que seria algo em torno de uns R$ 18 milhões. Segundo um dos vereadores cabreiros, incomoda o fato de a carência ser de dois anos e o projeto não apresentar estudos de impacto financeiro. No fundo, no fundo, não dizem, mas temem que sirva para ações eleitoreiras pontuais.

 

Alô DER

Quem usa a RJ-145 (Valença-Barra do Piraí) está correndo riscos por conta da péssima manutenção dos acostamentos. Em vários pontos, o resultado das fortes chuvas recentes, continua depositado à margem da estrada. Galhos, terra e muito mato demonstram o que o DER não passa por ali há muito tempo. E pelo jeito, o órgão está acabando, já que está fazendo convênios com as prefeituras para que estas assumam o serviço. 52 já assinaram, incluindo Barra do Piraí e Rio das Flores.

 

Reforma urgente

E outro dia, precisei visitar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que funciona na antiga delegacia. Embora, normalmente, me agrada adentrar em prédios antigos, carregados de história, desta feita assustou-me as condições de trabalho da galera do Meio Ambiente. Embora estejam na sala que era do delegado, são visíveis os indícios de prédio que clama por reforma.

 

Nas celas

Na parte térrea, porém, é onde se encontra o mais estarrecedor cenário. A guarda municipal está sediada numa parte nova no fundo do pátio, mas para chegar lá é preciso passar pelo corredor das antigas celas que se encontram em deplorável estado de abandono. Numa delas, uma pilha de documentos, para lá de empoeirados aguardam sabe-se lá o quê. Noutra, monitores quebrados jazem jogados e tudo aberto sem nenhuma segurança. Fiquei pensando nos empresários que, por conta das licenças ambientais, precisam vislumbrar este cenário de filme de terror.

 

Reforma de três

Aliás, com mais este (antiga delegacia) são três os prédios públicos, sob responsabilidade da Prefeitura que carecem de urgente reforma. Somam-se ao citado a Rodoviária Princesa da Serra e o antigo Hotel de Férias, atual pré-escolar do Instituto.

 

Fagotes

E na quarta-feira, feriado do dia 20, às 20 horas, na Igreja do Rosário, temos recital do Quarteto de Fagotes. Entre os músicos do Rio de Janeiro, nosso conterrâneo Mauro Ávila, da Orquestra Sinfônica Brasileira. Imperdível.

 

Inconstitucionalidade

A Comissão de Justiça e Redação da Câmara de Vereadores de Valença apresentou, na sessão da quinta-feira, 7/11, parecer contrário ao Projeto de Lei enviado pelo Executivo, que pretendia permitir o relaxamento das regras de recontratação de servidores. O projeto elimina o Inciso III do Artigo 9º da Lei 2.257, de 26 de junho de 2006, que determina que pessoal contratado não poderá ser recontratado antes de decorrido “doze meses do encerramento de seu contrato anterior...”. No parecer do relator, o vereador David Nogueira, nenhuma hipótese verificada apontou a possibilidade de quebrar essa regra sem ferir aspectos da constituição. Previsto no Regimento Interno, o parecer foi posto em votação e acabou empatado: David Nogueira, Saulo Correa, Dr. Saulo, Michele Cabral e Fabiane acompanharam o parecer. Pedro Graça, Celsinho do Bar, Marcelo Moreira, Silvio Graça e Marquinhos da Saúde rejeitaram. Com o empate, o voto de minerva coube ao presidente Fábio Antônio, que rejeitou o parecer. A matéria continua em trâmite de urgência.

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