Ano XIV, começou

Edição: 673 Publicado por: Redação em 14/11/2019 as 09:35

 
Leitura sugerida

Estamos de partida. De partida para o nosso décimo-quarto ano de uma insistente trajetória de sucesso invisível. Foi no dia 9 de novembro, mas no já meio distante 2006, que abnegados pela missão de trabalhar com informação, demos início a nossa verdadeira saga. Semanalmente, entregamos a nossos leitores assíduos e a outros nem tanto, no mínimo doze páginas de noticiário apurado, artigos e colunas de conteúdo relevante, além de crônicas sociais, esportivas e culturais da vida valenciana e regional que nos situa, junto às futuras gerações, como os passageiros deste começo de século XXI.

Até onde teremos energia para seguir, não sabemos. Enquanto houver cidadãos a satisfazer com o nosso modo responsável de publicar informação e tratar com respeito a opinião pública, continuaremos a participar desta honrosa cena. Nada disto do que fazemos, é bom que se diga, visa colher louros, ou obter êxitos particulares sejam pecuniários ou eleitoreiros. Buscamos, é claro, obter sempre o respeito pelo nosso trabalho e a compensação por nossa prestação de serviço. Não bajulamos, não achacamos, não nos misturamos e vendemos o que temos para vender, dentro da atividade honesta e transparente de um meio de comunicação que sobrevive há treze anos sem depender de nenhum poder público e/ou político.

Muitas vezes, em treze anos, fomos e somos incompreendidos por muitos que pouco entendem da atividade ou da vida, em democracia, sem escravizar-se aos poderosos, que detêm seus passes de vida. Como é bom ser independente, para, no mínimo, viver ao largo das mesquinharias dos dominados, que tudo fazem para agradar seus dominadores, nem que para isso valha espinafrar ou tentar desconstruir nosso profissionalismo, onde não cabe aquele companheirismo capenga de ocasião, que nada mais é que a versão atualizada do velho e safado compadrio. Aos nossos, qualquer coisa, aos outros, nada. Eles que me desculpem, mas a nossa banda não toca assim.

Antes de nos constituirmos em empresa jornalística, nos constituímos de cidadãos de bem, voltados para contribuir pela melhora do lugar onde vivemos. Esta é nossa missão, que para tal investimos muito de nossa energia produtiva, de caráter criativo e original. Semanalmente, trabalhamos para trazer à tona informações retidas, truncadas e até mesmo suprimidas, é possível crer. Semanalmente, nos imbuímos do melhor dos espíritos públicos por querer fazer o melhor para nosso público. Nem sempre conseguimos, mas não porque não tentamos. Vamos até onde nossa estrutura e responsabilidade permitem. E embora, muitos acreditem que cada edição é construída revestindo-se de elucubrações, sedições e subversões do editor e seus comparsas, diverte-nos tal impressão. É uma visão puramente ilusória. Pobre do editor que se esgarça, toda semana, para se desdobrar na administração da empresa, em rotineiras tarefas de pagar encargos, receber de clientes, coordenar distribuição, garantir a impressão gráfica, liderar equipe, coordenar pautas, absorver críticas das mais ácidas, ouvir sugestões complexas e reclamações de assinantes que não receberam seu sagrado exemplar. É líquido e certo, não sobra centelha cerebral, ou tempo para tais estratégias com a utilização do veículo, para “tomar o poder”.

E a cada ano que passa - é visível - o editor está mais cansado e impaciente. Não atura, como antes, ainda parava para ouvir, aquelas “conversinhas” de pilantras da vez, ou os pedintes de espaço para autopromoção, os “caras-de-pau” que acham que não percebemos que só querem se utilizar da boa vontade do jornal, para depois se refestelar de patrocínios e apoios a serem obtidos por conta, em boa parte, da credibilidade de nossas páginas.

O editor está cansado, perdoem-no. Começou o ano quatorze.

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