O pai e o menino 

Edição: 677 Publicado por: Marcelo A. Reis em 11/12/2019 as 15:50

 
Leitura sugerida

Caro leitor;

Caminho. Vago pela rua, andando sem rumo. Penso na vida.  Confesso; pensando nos meus netos. Muitas, muitas, infinitas saudades deles e dos meus filhos. Tenho vocação patriarcal. Gostaria de morar numa daquelas enormes casas, do início do século passado. Dividida em alas; todos sob o mesmo teto. Minhas filha e filho, sarcásticos, ao lerem dirão: “E o Marcelão deitando falação. Ordens! Comandos!” À bem da verdade os dois netos mais velhos, já na mesma toada, dirão o mesmo!

Reconheço que estarão certos. É da nossa genética. A nossa “raça” é assim.

Uma das filhas e três dos sete netos estão, relativamente, perto. Moram a uns duzentos quilômetros. A outra filha, um filho e os demais netos estão no exterior. Aí a quilometragem é medida aos milhares.

O neto caçula não o conheço pessoalmente. Só no vídeo! Mesmo reconhecendo que sou jurássico, não blasfemo contra a tecnologia. Já que não posso estar lá, converso por vídeo conferência. 

Como diria a minha mãe, “retomando o fio da meada”, vinha pela rua e vejo um pai orgulhoso com o seu filhote. Uns nove aninhos. Naturalmente, e por função, comunicativo e indagador digo ao paizão que curta muito. Curta bastante! Falo das minhas saudades e de como é bom estar com os nossos. Ele conta-me, todo prosa, que estavam voltando do barbeiro.

Aproveitemos, ao máximo, as nossas famílias!

A vida voa!

Não estranhe de não falar em política hoje. 

Em homenagem aos festejos de fim de ano, à sua família, aos dois que conheci hoje e aos meus, não vamos poluir as nossas páginas com os bostóffollys, gilmar Merdes, rodriguim maiazim e outras tantas insignificâncias históricas que saqueiam o nosso Brasil. Tais figuras horrorosas são os maiores propagandistas da ditadura.

Por causa deles a população, equivocadamente, clama por ela.

Feliz Natal para nós todos!  

Até a próxima...

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