Rindo e Rezando

Edição: 679 Publicado por: Gilberto Monteiro em 08/01/2020 as 12:00

 
Leitura sugerida

Pouco antes do Natal morre um idoso e fico sabendo que o apelido dele era “Angu Perdido”. Mesmo gostando e admirando os ditados populares e os apelidos, nunca tinha ouvido tal expressão. Imediatamente, inicio uma conversa com as pessoas ao meu lado, pessoas que ainda gostam de uma conversa mais proveitosa, menos pueril, menos vulgar. A tentativa seria de buscar o significado daquele apelido. Várias sugestões são dadas até que alguém pergunta a quem o falecido taxava com aquele apelido. Uma sobrinha do morto diz, que ao falar assim, ele estava se referindo àqueles que levam a vida bem distante das obrigações, do trabalho, de alguma ocupação. A charada foi resolvida, pois logo concluímos que angu perdido era o apelido de quem se alimentava, bem e bastante, mas não conseguia produzir nada.

Combinamos que o significado da expressão ficasse entre nós, pois, só assim poderíamos, de maneira peculiar, ir nomeando, debochada e misteriosamente, pessoas conhecidas. Quem não conhece um Angu Perdido?

Os apelidos aqui em Valença aparecem muito numa hora de tristeza, nas cartas convite que são coladas nas paredes do Centro da cidade, comunicando falecimentos e missas em sufrágio. Essas cartas acabam fazendo rir pois são eivadas de apelidos de algum familiar ou até mesmo do falecido. O apelido acaba se transformando na maneira mais objetiva na identificação de uma pessoa.

 

O Natal passou e fica uma poesia.

 

Jesus

Ele é o sempre. Da flor o perfume a cor

a força do trabalhador

peixe de quem pesca. Semente do plantador

Ele é o sempre...

É a luz que clareia o dia

é a poesia

Na noite é o escuro do descanso

É a simplicidade e a riqueza

Ele é o sempre...

É do mundo.

Nasce todo dia, não só uma vez por ano

Pra nossa sorte é também

valenciano

Ele é o sempre... Gilberto Monteiro

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